Em 2015, um grupo de super-humanos escapa de uma base do governo para salvar o mundo, e acaba descobrindo uma série de segredos sombrios. Essas são suas histórias.
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Battery e Gunshot II

Em um condado no interior da Inglaterra, um telefone toca incessantemente até ser atendido. São 2 horas da tarde e ele está sozinho em casa. Ele hesita antes de atender ao telefone. Há tempos que este telefone não toca. A hesitação é vencida pela curiosidade e sua mão pega o telefone. "Quem tá falando?" Ele pergunta com sua voz grossa. "Preciso dos seus talentos, pago adiantado." Responde uma voz familiar, dos tempos em que ele ainda era um soldado defendendo seu país.
"Do que cê precisa Coronel?" O homem responde após uma pequena pausa "Que você dê uma lição em uns garotos". Com um sorriso ele responde "Fechado Chefia, eu tava mesmo precisando dum quebra."

Uma mulher corre desesperada numa floresta escura, ela é ruiva e tem a cara do medo. Alguém a persegue, mas seu rosto é velado pela noite. Só se percebe o horror da sua presença, dor, morte e um grito na noite. Um grito, James acorda suado, suas mãos tremem. Frio e calor ao mesmo tempo. São 3 horas da manhã, mostra o rádio relógio. Ele não costuma ter pesadelos, é mal sinal de onde ele vem. James se levanta e caminha até a janela lateral do quarto, ele ainda treme. "Deve ser o remédio pra dor" ele pensa. "Aquele psicopata quase acabou com a gente." Seus ferimentos doem como nunca, o braço engessado lateja. "Maldito vampiro!" Ele pensa antes de desmaiar.
São 6 horas da manhã quando desperta. O sol londrino invade a janela, seu corpo todo ainda dói, mas a tremedeira passou. Ele começa a se levantar devagar, resmungando. Então ele para. "O rádio-relógio devia ter tocado" Ele se vira bruscamente, mas não há ninguem no quarto, até ele perceber duas botas jogadas no chão juntas de uma camisa vermelha e uma calça jeans apertada.
James caminha até a porta do banheiro e a abre devagar ... na banheira, dormindo, calmamente, está Cruz. "Mas que diabos Cruz!" Grita James, "O que você está fazendo no meu quarto?". "Que hablas cariño?" balbucia Cruz sonolento "No, Cruz no ha hecho nada mi amor." Diz ele e volta a dormir.
"Bêbado, de novo." murmura James antes de entrar no chuveiro e se banhar. Terminada a ducha, Cruz ainda dorme. James sai enrolado na toalha. Tom está dentro do quarto em pé, ele usa os óculos escuros, mas parece abatido. "Não é o que você está pensando!" Diz James. "Não pensei nada." responde Lynch sério como sempre. "O que Cruz faz no seu quarto?" pergunta no mesmo tom. "O que você faz no meu quarto?" responde James. "A porta estava aberta" É a resposta. " E você sai por aí entrando em todas as portas abertas?" zomba James com um sorriso franco que encontra a fachada fechada de Tom; "... Você está tendo pesadelos também?" Questiona James. "Eu me acostumei com eles faz muito tempo... De qualquer forma, Larsen me mandou aqui para buscá-lo, nós temos exames de rotina hoje. Aproveite e acorde o Cruz."




Obedecendo as ordens do líder de campo, James levanta Cruz da banheira e o joga no chuveiro, ligando a água na temperatura fria..."CABRONE!! HIJO DE PUTA!!!!" E alguns outros xingamentos são ouvidos durante alguns minutos.




Depois de horas de exames no Instituto Médico de Londres, os três agentes caminham pela cidade nublada. Faz frio e as pessoas buscam abrigo nos Pubs locais aproveitando a hora do almoço. Cruz abana no ar um papel com um telefone. "AHÁ Chico, A garota caiu nas graças de Cruz!", "E até quando você pretende ficar repetindo isso?" Responde James. "Ora, não seja um mal perdedor Chico, Cruz é Cruz, mui guapo e James é James...", "Não gostei da explicação xicano", "Parem com isso os dois, já estão me irritando."




Eles viram uma esquina e se deparam com um pub, "The Happy PIG", O silêncio de 1 minuto atrás é quebrado por Cruz. "Hey Chicos!! Cruz está com frio, vamos entrar e nos aquecermos, vamonos!", "Seria uma boa idéia, embora eu não goste de concordar com o Xicano, uma cerveja agora cairia bem antes do almoço." O único a manter silêncio é Tom. "Chico, que há, vamonos, que mal há em tomar uma bebida com seus amigos han? Vamonos vamonos, James paga para nosotros!", "É vamos, ei, perae..." reponde James. "Não obrigado, prefiro que nós três sigamos direto para o Hotel como planejado.", "Hey Chico, Yo estoy con hambre compreende? Cruz precisa de comida, como acha que Cruz muy Guapo han? Como acha que Cruz ganha telefone e James não ganha nada? ". "Você pode muito bem comer no hotel, Cruz.", "Deixa disso Lynch, uma cerveja não vai fazer mal, que espécie de Irlandês é você? Vamos lá, você vai apreciar tanto quanto eu, bom quase tanto, e além do mais, a gente cala a boca do chicano". "Não! E é minha última palavra."




5 minutos depois dentro do Pub... "Eram 4 muchachos e eles estavam com facas, mas Cruz não ficou com medo, não não, Cruz derrubou o primeiro com a cadeira, escorregou por trás do segundo com uma rasteira, Cruz como muy Guapo que é, beijou a Chica e derrubou os outros dois com a vassoura..."




"C0mo vocês me convenceram a entrar aqui?", Exclama um Gunshot desanimado olhando pra sua caneca de cerveja. Na sua frente Cruz declama suas aventuras na mesa de bilhar, enquanto James sentado num banco assiste ao jogo de rugby. O local está cheio, alguns motoqueiros londrinos jogam bilhar ao lado, várias pessoas diferentes sentadas em mesas ou bancos. Uma garçonete traz a porção de peixe com fritas que Cruz havia pedido. "Hey Chica, muchas graças, não quer conhecer un homem de verdade? Han? Cruz pode te levar aos céus." Com um sorriso a garçonete se afasta e vai para a mesa de bilhar dos motoqueiros entregar as bebidas. Dizendo algo para um deles, um homem enorme, de aproximadamente 2,30 m de altura, com correntes espalhadas pela vestimenta, sobressaindo a jaqueta Hell's Angel, calvo e com um rabo de cavalo. Ela sai sorrindo.

"Essa já é de Cruz... as vezes me pergunto como mi Madre fez um homem como Cruz...", "Eu também!" Responde James se voltando para eles, "Essa cerveja não está meio estranha?". "Como assim estranha Chico? Não aguenta beber e fica dando desculpas? Pensei que vocês ingleses aguentassem beber". "Primeiramente Cruz, nós somos irlandeses, no meu caso de Belfast, e sim, nós aguentamos beber mais do que toda a população do México, acontece que o gosto está estranho, ela está doce demais..." dizia James quando se desequilibrou," Que foi Chico, está passando bem?", " Não é nada, deve ser os efeitos da ultima briga...". " Deixa que Cruz vai chamar La Chica e pegar uma água pra ti!"

Cruz se levantou e caminhou até a garçonete. " Não sei o que está me dando Lynch, parece que eu estou doente." Reclamou James. " Hum... aquele cara..." Murmura Gunshot olhando para o gigante. "O que tem ele?", pergunta Battery apreensivo. "Ele não deveria estar aqui..." Quando terminava de dizer isso, Lynch apenas tem tempo de ver o que vem em sua direção, um pequeno porto riquenho gritando "Madre!!!" vem voando em sua direção arremessando os dois pela vidraça do Pub para a calçada. James se vira na direção de onde vira Cruz voar, mas mesmo com seus reflexos de combate não consegue evitar a corrente que vem em sua direção, somente conseguingo colocar seu braço engessado na frente do ataque, evitando que seu pescoço ficasse preso em uma forca. No intervalo de três segundos ele é arremessado para a rua ainda preso pela corrente que em sua extremidade encontra o braço do homenzarrão com rabo de cavalo. "Quem diabos é você?", Escarra James suas palavras ensangüentadas. "Teu funeral, xará!", É a resposta do gigante que gira a corrente lançando James de encontro à fachada do prédio do lado. James mal tem tempo de se preparar para o impacto revertendo sua energia pra seu corpo. "Então cê é durão ein garoto? Isso vai ser mais divertido do que pensei, o garoto do caolho já não é o mesmo, então vou descontar tudo no cê!". James só tem tempo de pronunciar um "Bloody Hell" ao ver o gigante sair arrastando o irlandês pelo asfalto montado em uma grande Harley customizada.

Depois de arrastado alguns metros o irlandês consegue recuperar a consciência e tenta reagir, mas o gigante simplesmente gira seu braço violentamente arremessando James em um carro parado na rua, o estrago é recíproco ao irlandês e ao automóvel. A cena se repete mais duas vezes enquanto o gigante da a volta no quarteirão arrastando James.

Enquanto isso na rua, Cruz e Tom tentam se levantar, Tom com mais sucesso arrasta o amigo para a calçada e forçando a cabeça que não para de rodar, procura por James com sua visão. Ele encontra Battery sendo arrastado na direção dos dois quase inconsciente por um motoqueiro enorme. "A força desse cara não é normal, deve ser ele...mas para quem ele trabalha? Não sei se consigo ser preciso no tiro que vou dar, ainda estou zonzo... DROGA!" Durante os pensamentos de Gunshot, o gigante arremessara Battery na direção de seus amigos que pelo estado em que se encontravam não tiveram tempo de desviar do irlandês acorrentado. O resultado é a inconsciência de Gunshot e Battery. Cruz consegue se por de pé a tempo de evitar um segundo ataque que por milagre erra sua cabeça destruindo um poste. Em seguida ele se joga sobre a moto do gigante que passa voando, caindo, por sorte, no banco do passageiro. "Mas tu é Loco ou o que?". "Yo soy EL CRUZ, Cabrón!!!". "Tá, vai ser El morto agora!" Mas ao girar o braço pra derrubar o costa-riquenho consegue evitar o ataque por um triz, quase caindo da moto ele aproveita o movimento para cravar uma faca no enorme pneu, criando um rasgo que deixa o controle da moto muito mais complicado.

Feito isso, Cruz salta da moto, deixando o Gigante sozinho em direção ao poste mais próximo, contudo, ao inves de bater, o motoqueiro usando braço segura o impacto da batida. "Ah xara! Agora tu tá f#%!&#! " O grandalhão desce da moto e corre na direção de Cruz.

Beeeeeeeeeeeeee!!!!!! Praaaaaaaaack!!!!!!!!!!!!!!!

Quando ia acertar Cruz, um imenso caminhão se choca contra o motoqueiro, mas o resultado é impressionante, o caminhão com a frente destruída, tem a parte de trás da carroceria suspensa no ar e perfaz giro completo. Com o impacto, Cruz é jogado pra trás de bunda no chão. Dos destroços, sai o gigante carregando o motorista. Ele deixa o homem no chão e diz: "Tu tá me fazendo perde a paciência xará. " Cruz sentado no chão responde, "Quem diabos é você cabrón?", "Eu já te respondi xará!", "Ah si, señior Muerte no? Olha só como Cruz está apavorado." Ironiza o porto-riquenho. A resposta do gigante é a sua corrente presa no pé de Cruz e o arremesso do mesmo para dentro de um dos prédios, para a sorte de Cruz, ele entra pela janela, embora o gigante tenha mirado na parede de concreto. E quando o gigante se prepara pra puxar a corrente... ZACKT!!!!! Com um clarão de luz ela se parte ao meio. Ao longe se pode ver a figura de Gunshot em pé, o olho esquerdo brilhando intensamente. "Eu achei que você estava fora do jogo Treno, quem está te pagando dessa vez?"

O gigante Joe Treno olha para Lynch e diz. "Achei que não ia acordar Cinderela, teus amigos não dão nem pro cheiro, e quanto a estar no jogo, eu te devia uma pelos velhos tempos xará." Treno pega a carcaça do caminhão e joga na direção de Gunshot que pulveriza os destroços com sua rajada.

"É isso ae garoto agora somos só nós dois!"

"Não, somos só nós 3!" Por trás de Treno aparece a figura de Battery carregando seus pulsos com energia, ele atira uma rajada nas costas do motoqueiro enquanto Gunshot carrega as energias para um tiro certeiro no peito do gigante que cambaleia com as rajadas. Mas ainda de pé, o gigante dá um tapa com as costas da mão em James, jogando o irlandês em cima de um volvo estacionado. Pelas costas, Gunshot desfere outro tiro em Treno. "Você não queria brincar comigo Treno? Esqueceu com quem você está lidando?"

"Na verdade, eu sei muito bem filhote do Pierce!" Dito isso, Treno retira um aparelho circular do bolso e aperta um botão vermelho. Todos os postes explodem, caindo em direção à rua. Gunshot se joga para esquivar de um, enquanto Treno agarra o que caiu em sua direção com a outra mão, para logo em seguida arremessá-lo contra Lynch. No ar o poste é atingido por uma rajada verde brilhante; Battery preso entre um poste e um carro, com muito esforço conseguiu ajudar o companheiro.

Isso deu tempo a Gunshot pra se recuperar e se preparar para outro tiro, dessa vez, ele concentrou toda a energia em um unico foco, o tiro disparado atinge o peito do gigante em cheio e a onda de choque se espalha pela rua, os vidros que ainda restavam se partem, todos os alarmes são acionados e Treno é jogado para uma outra esquina destruindo a pavimentação.

Battery se levanta, erguendo o poste com um braço, gunshot caminha carregando outro tiro, Cruz aparece na janela em que foi arremessado gritando injúrias em espanhol... E em dois segundos, a moto de Treno explode arremessando os três de volta ao chão. O gigante se levanta calmamente, uma Caminhonete para ao seu lado, ele sobre na carroceria e vai embora.

1 minuto depois os três soldados acordam, uma multidão de pessoas os rodeia. "Quem diabos são esses caras?", "Eles estão vivos?", "Quem vai pagar pelo meu pub?", "Olha só o que aconteceu na rua", "Cadê o motoqueiro?", "Chamem uma ambulância!", "Chamem é a polícia!".

"La Policia? Cruz es un agente de la Interpol!" Levanta cambaleando o porto riquenho que havia sido arremessado ao chão da altura do 2 andar para a rua pela explosão. "Não tem com o que se preocupar señoritas, Cruz já enfrentou o vilão, ele já se foi... agora... se puderem, podem trazer um gole tequila para Cruz han? Yo hay precisado chicas"

"Nada de tequila Cruz, vamos partir imediatamente para a central, precisamos informar Larsen sobre isso urgente. " Ordena Gunshot. "Agora, onde está Battery?"

"Aqui" Os dois se viram para ver o irlandês com uma caneca de chopp na mão, sentado em cima dos destroços atrás dos dois. "Eu já chamei um transporte, estava esperando as duas belas adormecidas acordarem..."

Longe dali, Joe Treno faz um telefonema. "Tudo certo coronel, dei uma amaciada nos moleques."

"E qual é a sua avaliação do desempenho deles?"Responde a voz.

"Razoável, eles demoram demais pra reagir, no meu tempo, viravam cocô de galinha rapidinho."

"Era o que eu pensava, vou pensar em como lidar com isso mais tarde. O seu dinheiro já foi depositado"

"Valeu chefia, sempre que precisar de mim pra dar uma surra em moleques atrevidos me chama!"

"Espere um telefonema meu em breve..."












Ficha Técnica — James Sweeney

BackGround:

James Sweeney nasceu na Irlanda em 13 de Abril de 1994. Ele cresceu órfão de pai e mãe nas ruas de Belfast. Seus pais foram dados como mortos num atentado terrorista. O Menino sobreviveu pois estava aos cuidados de sua Avó materna Elliene Sweeney, contudo a velha senhora faleceu quando o menino tinha 6 anos. Desde então o jovem, sem ter ninguem mais no mundo, foi criado em um orfanato em Belfast.
Quando completou 12 anos, ele próprio se inscreveu para entrar na academia militar da Irlanda. Aceito, o rapaz passou a viver no exército. Ele achou que seria o melhor modo de dar um sentido a sua vida, o Diretor da academia achou o mesmo. Então assim ele viveu por muitos anos sobre a dura discilpina militar. Uma vida não muito pior do que a que ele havia vivido no orfanato. James desenvolveu um gosto pelo combate armado e desarmado e pelas táticas de combate. Ele se destacou em todas essas atividades. Ele estava presente na força do exército destacada para conter o ataque terrorista no aeroporto de Belfast tendo apenas 17 anos.
Foi sua primeira ação em campo. O rapaz se destacou por sua ação de bravura no combate ao terrorismo, desarmando uma bomba radioativa. O que não se sabe é que o rapaz o fez sem querer, absorvendo a energia da bomba quando se aproximara dela, seus poderes despertaram.
Rapidamente após ter eliminado dois terroristas, ele e seu parceiro, Steve O`Coel se aproximaram da bomba. Uma estrutura circular sem acesso de abertura. Quando se aproximam da bomba são atacados por um homem em uma armadura. O homem mata O`Coel disparando uma rajada através de uma arma anexa ao antebraço da armadura. Ele atira em Sweeney que se esquiva e responde fogo, somente para reconhecer que sua arma é ineficaz contra a armadura do terrorista. O homem o agarra e o lança perto da bomba. Sweeney começa a sentir um formigamento em seu corpo.
Quando o homem se posiciona em frente James e aponta o punho que brilha de energia para a sua cabeça, James que se levantava para socar o homem sem querer acaba disparando uma rajada de energia radioativa poderosa, arremessando assim para longe o terrorista de armadura. O que brilha dessa vez são os punhos de James. Ele se sente forte como nunca antes, pronto para enfrentar um exército.
Incrivelmente a contagem da esfera para, mas não há explosão. A bomba, que era ativada por difusão de moléculas radioativas não explode, pois tais moléculas não mais estão condensadas na bomba. O jovem recebe a medalha de honra do exército Irlândes e ao invés de se formar como Cabo, o faz como Tenente.
Em sua formatura, ele recebe a visita de um homem estranho que trabalha pra divisão de Metahumanos da Interpol, seu nome é Jack Larsen. James recebeu permissão do governo Irlandês para trabalhar para esta organização onde ele recebeu treinamento para seus novos poderes e novas técnicas de combate.
James trabalha para esta organização até hoje. Ele sofreu um baque recente, ele namorava uma agente de seu batalhão, e ela foi descoberta recentemente como sendo uma agente dupla.


Personalidade:

James é quieto, mas não rabugento. Ele possui um humor tipicamente Irlandês, trágico. Não se abala facilmente por qualquer adversidade. Sorrindo diante das tragédias, realmente achando graça da desgraça. Ele é um soldado. Foi assim que foi ensinado a viver, como soldado. Sua vida gira em torno do serviço militar, todos os seus conhecidos estão nesse meio, inclusive suas namoradas. A ultima descoberta espiã, foi a única que ele amou. Essa traição fez até mesmo o humor inabalável de James escurecer por um tempo. Ele anda Taciturno.
Usa seus poderes somente quando não possui alternativa, preferindo usar armas e métodos comuns. Ele acha que viveu e lutou bem até receber esse dom que não pode ficar dependente dele, uma hora essa benção pode faltar.
James é um homem inteligente e formou-se estrategista na academia militar.

Expectativas:
James pretende cumprir seu papel como soldado, protegendo as pessoas. Ele tinha uma noção restrita a pátria que foi quebrada pelo seu trabalho com a Interpol. Mas James é humano. Ele deseja ter uma família um dia. Ter oque não teve a chance de ter até hoje, amor e aconchego familiar.

Poderes:

James absorve radiação Solar e canaliza essa energia em seu corpo. Ele pode converter essa energia em rajadas. Ele também pode absorver outros tipos de energia e convertê-las em Radiação Solar. Ele é Literalmente Uma bateria viva. Suas rajadas são devastadoras e ele evita de usá-las. Por ser uma bateria viva James oferece grande resistência a ataques psíquicos pois gera grande estática energética ao seu redor, ele também consegue sentir energia e ondas de radio.

Treinamento:

James recebeu treinamento militar em combate armado, desarmado, táticas de combate e pilotagem.
Ele é proficiente em 6 línguas.
Ele é um ótimo atleta, sendo muito forte, ágil e resistente.

Aparência:

James é um homem alto, de 1,98 m de altura, ele é extremamente musculoso, mantendo sua forma através de constantes exercícios físicos. James é ruivo e possui olhos verdes. Ele tem uma cicatriz que corta a sua testa horizontalmente.


Comentários do criador:
James é uma espécie de mistura entre Bishop e o Havok dos x-men. Me baseei muito nos poderes do Havoc e na bateria do Bishop, além da parte do treinamento ser muito importante. Eu queria criar um personagem soldado.

Nota do Editor:
Esse post pode servir de modelo para futuras Fichas Técnicas

Battery & Gunshot I

Kiev, 3 da manhã. Dois homens com sobretudos pesados caminham pelas vielas da cidade enquanto a neve cai levemente dos céus. O da direita é alto, aproximadamente 1,98 de altura, e veste um sobretudo verde-escuro surrado. Ele tem cabelo ruivo cortado em estilo militar, tem os olhos verdes bem escuros. O da esquerda é um pouco mais baixo, 1,80 de altura. Cabelos castanhos e óculos escuros no rosto. Os dois tem um semblante austero, cansado e a barba por fazer.
Eles não trocam palavras até chegarem a um galpão fechado, o portão de entrada cerrado por correntes e cadeados. "Pela indicação do informante o lugar é aqui Tom" Afirma o mais alto com sotaque irlandês carregado enquanto afasta com a mão esquerda o sobretudo para pegar uma metralhadora, deixando à mostra várias outras armas, de facas a granadas. "Sim, é aqui mesmo. Pronto?" Pergunta Tom, que também possui sotaque irlandês, ajeitando o rayban escuro que cobre seu rosto. O homem alto responde a pergunta com um movimento de cabeça.
Então Tom olha concentrado para as correntes. Uma rajada luminosa corta simetricamente o aço e a porta está aberta, deixando o cheiro de podridão se alastrar para fora. "Ele está atrás das caixas, 3 horas. 1,86, cabelos negros, pele pálida, ele tem uma mulher nas mãos morta. Há corpos espalhados por todo o galpão James. Espere! Ele sabe que estamos aqui." Afirma Tom. "Certo Gunshot, então não temos motivos para sermos discretos." diz o ruivo ligando a lanterna de sua arma e entrando no galpão. "Tome cuidado Battery, você leu os relatórios, ele pode ser um dos doze.¨, alerta Gunshot sem se mover.
"Ei amigo, precisamos conversar!" grita James no dialeto local. "Parece que você andou aprontando uma festa bem feia por aqui." A única resposta que obtêm é um grito agudo que gelaria a alma de qualquer homem. A reação de James é destravar a metralhadora pesada. Ele se prepara para avançar na direção do alvo, mas não consegue.
Mãos de carne podre se agarram aos ses pés, os cadáveres outrora imóveis no chão, agora se movem com propósitos de morte. James, pego de surpresa, é derrubado por dois morto-vivos que se agarraram aos seus pés. Outros dois já se aproximam para ataca-lo. O cheiro podre da carne decomposta quase faz o irlandês vomitar. Deitado no chão ele vê um rosto branco sem vida se aproximar do seu próprio e abrir a mandíbula deslocada querendo abocanhá-lo.A baba que escorre da boca putrefata é verde e viscosa, o cheiro como o de feijão apodrecido escapa pela boca aberta.
Enquanto isso Gunshot dispara uma rajada luminosa de seu olho. O raio de luz se desvia de todas as caixas e prateleiras que ficam no caminho até seu alvo. O ser que estava atrás das caixas é atingido, sendo lançado contra a parede pelo impacto do raio que lhe arranca um pedaço do abdômem.
Os morto-vivos ficam ainda mais violentos com o grito da criatura. A boca se aproxima da face de James, babando. Ele coloca a pistola calibre 45, que havia sacado quando caíra, na abertura da boca e atira. Partes do crânio se espalham pelo chão como uma chuva de sangue e bile. Com a metralhadora na outra mão ele dispara contra os dois seres que seguram suas pernas. O resultado é o esfacelamento dos corpos decompostos.
Ao se levantar ele se depara com um galpão repleto de corpos animados prontos para devorá-lo. Gunshot também não está seguro, pois muitos dos corpos foram em sua direção quando ele atingiu a criatura. James é cercado por vários morto-vivos, sendo encurralado no corredor em que estava. "Que droga é essa? Estou me sentindo num filme B!" Grita James. "Estou cercado por todos os lados Gunshot, devemos pedir reforço?. "Não." responde Gunshot, a situação está sob controle Battery." James então se põe de costas para as caixas e dispara as duas armas que tem nas mãos; girando primeiro a metralhadora na mão direita, James derruba cinco dos inimigos, dividindo seus corpos apodrecidos na altura da cintura. Contudo, as partes superiores, continuam se arrastando em sua direção. Com a pistola da mão esquerda ele é mais cuidadoso e girando o corpo na direção dos oponentes, explode as cabeças de três deles.
Quanto a Gunshot, ele abre seu olho, disparando um raio aberto, que atinge os 6 mortos e desintegra-os a parte superior do corpo. "Battery, o alvo desapareceu do setor oeste, não o estou encontrando!" avisa Gunshot. "Ache-o!" Responde James "Eu te dou cobertura contra esses zumbis!", Battery afirma sua frase com tiros que eliminam os três zumbis restantes que iam na direção de Gunshot. Este se preocupa em procurar o alvo de seu ataque. Sua visão ultrapassa paredes, caixas de aço, vigas reforçadas, ela independe da luz, enxergando perfeitamente na escuridão completa. "Não vejo nada, só uma névoa esverdeada... Droga!" Gunshot grita para James e dispara contra a névoa que se movimenta em sua direção, entretanto seu raio a atravessa sem provocar nenhum dano visível. " Battery! O alvo consegue mudar o estado de fase pra o nível 3! Não consigo afeta-lo neste nível de fase!" grita Gunshot." Tem certeza de que é nele mesmo que você está disparando?" responde Battery ao jogar uma granada próxima a 4 zumbis que explodem, as partes de seus corpos sendo jogadas por todo o galpão, sujando a roupa de James com o sangue podre. Gunshot não responde ao gracejo e dispara novamente. A rajada não surte efeito, atravessando o ser que se aproxima do geneativo.
O ser atravessa Gunshot e quando chega as suas costas se vira e tornando-se corpórea, crava suas garras nas costas de Tom que grita de dor. Gunshot se vira e dispara, mas ele já está intangível novamente. "Idiotas! Acham que podem vir ao meu covil e sair vivos? Eu sou o Senhor dos imortais, sou Vlad Teppes, sou Drackul", grita o vampiro no dialeto local, sua voz é aguda e tenebrosa. "Eu me alimento dos vivos e os transformo em meus escravos, em breve vocês se juntarão aos meus lacaios e me servirão por toda a eternidade.". Ele se torna tangível e ataca Gunshot, que consegue se esquivar das garras afiadas rolando para o lado, contudo o ferimento anterior ainda sangra muito.
"Seus lacaios já eram Sangue - suga! E você está pronto pra ir pro inferno também!" Grita Battery que havia se livrado dos zumbis e partido em ajuda ao seu aliado. Ele dispara uma chuva de balas no vampiro, que o distraem tempo suficiente para Gunshot se recuperar e atacar Drackul. A rajada acerta em cheio o vampiro fazendo um rombo no peito dele. Drackul urra de dor, seu grito atordoa os dois soldados. As feridas de drackul se fecham rapidamente e ele avança na direção dos seus oponentes. "Vocês me cansam! Suas mortes me trarão prazer!" Ele agarra Gunshot com força e rapidez sobrehumanas e o lança contra a parede do galpão, deixando-o inconsciente. James descarrega toda a sua munição em cima do vampiro, mas as balas são apenas um estorvo para ele.
"B5 para T009, B5 para T009. B13 caiu, repito B13 caiu, estou sozinho! Enviem reforços rápido" James grita no pequeno rádio preso a sua orelha. "Nem todo o exército do mundo o salvará minha presa! Agora que eliminei seu poderoso aliado, você não tem escapatória." Dizendo isso, Drackul se lança sobre James jogando-o no chão. Battery se encontra desarmado e tendo suas duas mãos seguras pelo vampiro de força inimaginável que aproxima sua mandíbula do pescoço da vítima.
"Você é muito forte cara, muito forte mesmo." fala James para o vampiro que apenas se diverte com o comentário. "Mas há uma razão para eu ser chamado de Battery, assim como meu amigo é chamado de Gunshot, uma razão que você vai descobrir agora!", Battey libera todo o seu poder contido no seu corpo pelos seus punhos, que estavam seguros pelas mãos de Drackul, na forma de uma grande explosão de luz verde radiativa. As garras do vampiro desaparecem junto com grande parte do seu antebraço e a explosão o joga longe de James. Battery se levanta, as mão brilhando com a energia. "Quero ver me chamar de presa agora babaca!", exclama James. Ele se prepara para outro disparo, mas Drackul desapareceu no ar.
"B5 para T009, B5 para T009, o alvo escapou, homem ferido no local, repito, homem ferido no local." comunica James no rádio. "Certo B5, aqui é T009, o reforço e os médicos já estão a caminho. B1 quer falar com vocês assim que chegarem." é a resposta que recebe. "Compreendo T009, também quero falar com ele." Mal termina a comunicação e Battery se vê cercado por carros militares e uma ambulância do exército ucraniano. Eles atendem Gunshot que fraturou duas costelas, fora o grande rasgo nas costas, e Battery que quebrou duas costelas e torceu um dos pulsos no ataque do vampiro.
No hospital eles recebem a visita de B1, Jack Larsen, chefe do departamento para assuntos super humanos da Interpol. É um homem magro, mas atlético, de aproximadamente 80kg e 1,80m de altura. Tem cabelos e olhos negros, os cabelos curtos lisos penteados para traz. O nariz pontudo, as sombrancelhas finas e arqueadas juntas dos olhos cerrados dão a ele uma aparencia de predador. Ele tem na mão direita um cigarro e a outra carrega um paletó jogado sobre os ombros. Usa óculos pequenos de lentes amarelas e roupa social alinhada no porte militar, exceto pela gola da camisa usada solta. Battery está em pé ao seu lado e Gunshot está recebendo os pontos pelo ferimento nas costas. "Faça um exame de sangue dessa ferida" Ordena Larsen em inglês americano para o médico que acena em resposta. "Não podemos correr nenhum risco." termina ele. "Risco do que senhor?" pergunta James. "De qualquer infecção garoto, não podemos corrê-los, mas mudando de assunto... eu ouvi a gravação de rádio de vocês, o alvo se autodenominou Vlad Teppes?". "Sim senhor, é muito estranho, mas ele agia como se fosse o Drácula, e tinha poderes de vampiro para sustentar a posição senhor." confirma o irlandês cabisbaixo. "Então estava certa a suposição de Pierce." Murmura Larsen para si mesmo. "Suposição senhor?". "Sim garoto, o alvo era mais do que aparentava, ele era um dos 12". "Doze senhor? Do que o senhor está falando?" questiona James sem entender nada. "Você vai saber garoto, vamos preparar tudo, temos uma viagem importante amanhã".

Aniversário de lágrimas.

Belfast, 13 de abril de 2013.

As chuvas na Irlanda são um espetáculo a parte. Quando do céu cinza as nuvens desabam suas lágrimas. Em nenhum outro lugar do mundo o pranto é o mesmo, em nenhum outro céu a melancolia se confunde tanto com a alegria. As lágrimas prostram-se no concreto das casas, no asfalto das ruas e nos casacos. Hoje, nas ruas enxarcadas, dois homens caminham. Um alto com um sobretudo negro, os cabelos vermelhos curtos em estilo militar escondidos pela toca verde, os olhos verdes profundos focados no invisível. O outro, de altura mediana, os cabelos negros escorrem pelo rosto desesperado, os olhos verdes se confundem com a chuva.
O sino de uma Igreja toca, como se as lágrimas dos anjos fossem saudadas pelo sinete de Deus. É a chamada para a missa, a convocação dos fiéis, soturnos ou desesperados. Ambos entram na Igreja.

"Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo" recita a palavra de Deus o emissário na terra. As pessoas sentadas, ouvem. O homem alto entra, ele tira sua toca e em profunda reverência se ajoelha. Foi ensinado a rezar assim, de joelhos, quando se é órfão, Deus é pai, mãe e padrasto. Há de se saber diferenciar cada faceta. Uma explosão tempos atrás, duas vidas apagadas, vetadas do futuro por um segundo de fogo infinito. Uma vida lançada na escuridão do mundo, suas lágrimas tocando as lágrimas do firmamento. Uma criança perdida, furtada do amor pertencido. Seu nome é James, ele segura um crucifixo dourado.

O outro homem entra, ele limpa o rosto contorcido pela angústia. A água que escorre de seus cabelos some no piso sacro. Seus olhos buscam a figura do Cristo. Os olhos do mártir dos mártires. Quando seus olhos tocam os da figura entalhada, sua alma chove. Tempos atrás uma explosão, Nitroglicerina concentrada compactada e conduzida ao inferno por uma fagulha fulgurante de fósforo. Duas vidas apagadas, uma antes de ser vida, negada da própria probabilidade mundana do ciclo do nascer. Dois futuros negados. Uma vida condenada ao ódio, a dor eterna da eterna dor interna. Uma dor que não fenece, todavia cresce, alimenta-se de mais dor. Seu nome é George, ele carrega uma mochila nas costas.

É chegada a hora da consumação do corpo do divino. O ritual católico atinge seu auge, os fiéis se levantam e enfileirados se dirigem para a remissão das suas almas ao devorar o corpo de seu Deus simbólicamente. James se coloca atrás de uma senhora, George atrás dele aperta alça da mochila com força. O desespero em seu rosto atinge o limite. "Você não deveria carregar um fardo tão pesado sozinho" diz o ruivo sem se virar. A atenção de George é trazida de volta de seu próprio tormento para o mundo exterior. "O que... o que você disse?". James se vira para o homem atormentado, seus olhos tristes encontram os do outro. Ele toca o ombro de George na altura da alça "Eu disse que não deveria carregar um fardo tão pesado sozinho, o que você traz consigo para a casa de Deus?". Seu rosto era a tristeza cortês do mortal condenado, a espada sangrenta embainhada. George recuou assustado, seus passos trêmulos como sua voz recuando. "Q q quê?... quem é você?" Suas mãos circulavam a mochila, como pássaros que protegem o ninho do falcão. "O que você quer?".

James baixa sua cabeça a essas perguntas, a senhora que estava a sua frente prefere ignorar a cena e se dirigir para o altar. Pombas voam assustadas com uma explosão distante no tempo, um carro em chamas, bombeiros, cães latindo assustados. Um menino perdido, na janela do apartamento assistindo. "Sou um pecador, esta é a resposta mais correta, um pecador perdido em busca da remissão dos seus pecados." ele levantou seus olhos e estes se chocaram com os de George. "O que eu quero? Que você me entregue este ódio que carrega consigo e que parta em paz." Por um segundo as vontades dos dois homens se digladiaram e trocaram pedaços de tristeza e raiva, sangue e sofrimento compartilhados. Vidas arruinadas, esperanças perdidas, vontades opostas. George recua ainda mais, agora, enraivecido pela sua própria cunfusão e humanidade. Determinado a seguir sua sina, ele leva a mão ao bolso do sobretudo e morre. O vermelho cobre seu peito, espalhando-se cada vez mais num círculo crescente em meio ao jorro da vida que se esvai. A lâmina suja da adaga respinga o líguido escarlate no chão sagrado, quando o corpo toca o chão num baque surdo, ainda demora-se três segundos para que as pessoas Dêem- se conta do ocorrido, começando a gritar desesperados. James se abaixa junto ao corpo, a adaga já guardada. Ele abre o bolso e retira um objeto singular, parecido como uma caneta grossa, mas com um botão no centro, pega a bolsa e sai, deixando o crucifixo no peito do homem. "Espero que agora a paz de Deus o acompanhe George Hamilton, e que o ódio que você carregava não o persiga na outra vida. " Dizendo isso ele se levanta, o padre estarrecido correndo em sua direção. O rosto coberto de medo, indignação e estupefação. As pessoas gritando por simplesmente não saberem o que fazer além disso. "James Stuart , capitão da primeira divisão anti-terrorismo do exército Irlandês. "Dizendo isso retira do bolso um documento de identificação do governo. Junto a este documento havia uma outra papelada dobrada com os seguintes dizeres: George hamilton, atentado em 2009 em Dublin deixa-o viúvo da esposa grávida, terrorista protestante, chegada 11 de abril de 2013.

Lá fora, a melancolia tocava a alegria nas lágrimas do firmamento. Onde mãe e filho poderiam descansar sobre o recanto da tristeza.