Em 2015, um grupo de super-humanos escapa de uma base do governo para salvar o mundo, e acaba descobrindo uma série de segredos sombrios. Essas são suas histórias.
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The Adorable Cricket - Parte X - Final

Quando finalmente se acostumou com a luz, a Salteadora ficou realmente assustada. Estava cercada de super-heróis, ou, mais precisamente, dúzias de posters e action-figures de super-heróis. Tentou se levantar, mas uma dor enorme nas costas decidiu que não era uma opção viável.

"Olha só! Acordou a Cinderela!" falou Josh. Girou a cadeira para se acomodar melhor e fechou o notebook. "Como está se sentindo?"

O rosto da menina apresentava um misto das expressões não-consigo-coçar-aquele-cantinho-costas e da famosa quem-é-você-e-onde-estou. "Quem é você? Onde estou?" Ela tentou mover os braços, mas além da dor, eles estavam sob toneladas de cobertores quentinhos, e algo dizia que seria melhor se manter aquecida. E algo lhe dizia que o rapaz não tinha assistido filmes da Disney o suficiente para saber quem era Cinderela.

"Eu sou um amigo do Carismático Cricket! Ele te trouxe aqui e disse para te tratar bem. Você está no meu quarto, eu até limpei as coisas, não é sempre que uma garota bonita vem aqui." Ela corou, mas provavelmente foi mais raiva que qualquer outra coisa. "E você se machucou muito, os médicos disseram que vai ficar de cama por um bom tempo..."

"Médicos? Não, eu... eu preciso sair daqui!" Disse ela, tentando se levantar novamente e quase gritando com o esforço. "Droga, você não entende, os médicos não podem me examinar, eles vão..."

"O Precavido Cricket me disse que pensou nisso quanto te trouxe pra cá. Ele só te levou para o hospital por causa dos ferimentos, mas assim que os médicos disseram que estava estável, ele fugiu com você do lugar." Josh sorria como um gato, se gatos pudessem sorrir. "Mas você deve estar com fome! Quer que eu faça uma sopa?"

"Olha, eu agradeço o que você está fazendo, mas eu não posso ficar aqui! Você não entende, eu..." ela estava realmente preocupada com o fato de não poder se mover.

"Bom, vou trazer uma sopinha então." Josh saiu do quarto.

Os minutos seguintes foram tentativas frustradas de se levantar, constatação de que não conseguia sentir as pernas e o incomodo cheiro de xampu estranho em seus cabelos. Finalmente, seu corpo começou a responder aos estímulos. Sentiu uma dor horrível quando sua espinha começou a apresentar sinais de melhora, mas era assim que tinha que ser. Sentiu-se feliz quando sentiu que os pés estavam quentinhos.

Por fim, Josh entrou no quarto com um prato de sopa quente e um copo d'água. Teria trazido um suco ou refrigerante, mas não sabia o que a menina gostava. "Aqui, uma sopinha bem sonsa. Você não é alérgica a batatas, é?"

Ela sorriu. Josh se sentou do lado da cama e colocou gentilmente um guardanapo sobre o cobertor. Ele com certeza teria dado sopa na boca dela, não fosse pelo fato da menina ter cambaleado pela cama e, num movimento rápido, estar segurando ele contra a parede, apoiando o braço em seu pescoço.

"S-se você não g-gosta de batatas - ufff - eu também tenho pizza!" Disse Josh, tentando se manter respirando. Ela não apertou forte o suficiente para machucá-lo de verdade, mas a menina era muito mais forte do que aparentava. Do tipo de força que arranca do chão um homem crescido e o arremessa metros adiante.

"Chega de brincadeiras! Onde eu estou?" Ela apertou um pouquinho mais. Josh pensou que até poderia sair, mas não era uma boa idéia destruir o quarto para algo tão besta.

"Newark - coff - N-newark! Dá pra pegar o trem pra New York daqui, não é nem meia hora!" Ele colocou as mãos no braço dela, tentando empurrá-la, mas não fez muita força. "Você - arff - v-você não faria a gentileza..."

"O que?" Ela então notou que o rapaz estava vermelho, e o soltou. Ela corou, envergonhada, por alguns segundos. "Desculpe-me, não sei o que deu em mim. Mas quem é você, afinal?"

Ele retomou a respiração e esperou um pouco antes de falar, como se estivesse tomando fôlego. "Eu me chamo Josh, sou amigo do Memorável Cricket, já disse." Respirou mais um pouco. "Ele disse que você havia se ferido e que não podia deixá-la no hospital, então pediu para que eu cuidasse de você!"

Ela pensou alguns instantes. Sentou-se na cama, como se soubesse que pudesse confiar em Josh. Ele a achava bem atraente; cabelos dourados, olhos azuis e corpo atlético. Usava aparelho, era verdade, mas não se importava.

"Que horas são?"

"Umas duas e meia."

"Então eu fiquei apagada por quase meio dia. Parece que tomei uma surra... quer dizer..."

"Um dia e meio. Hoje é domingo."

"Que?" Ela pulou novamente, e ele se protegeu instintivamente com os braços. "Não, eu não acredito! Meus pais vão me matar! Eu tenho que ir embora!"

"Eu posso te dar uma carona, se quiser. Quero dizer, posso te acompanhar, eu não tenho carta de motorista ainda. Ou você pode telefonar!" Ele disse, pegando as coisas que havia derrubado no chão. Ela se desculpou novamente.

"Eu... não sei como agradecer, mas eu preciso ir sozinha. Eu, eu tenho que fazer umas coisas. Eu já estou bem, não precisa se preocupar." Disse ela. Na verdade, ela se sentia tão bem quanto se sente a maioria das pessoas que entra na emergência de um hospital, mas não podia esperar.

Eles comeram o resto da Pizza do outro dia e conversaram sobre o tempo. Josh emprestou roupas, mas ficaram largas. Os tênis particularmente saiam dos pés. Era estranho estar vestindo as roupas de um menino, mas ela procurou não pensar nisso. Ele a acompanhou até a estação de trem comprou a passagem e deu-lhe o dinheiro para o ônibus.

"O Confiável Cricket disse para você esperar ele hoje à noite, onde se encontraram da outra vez. Ele está com suas coisas, acho que vai ficar contente em poder devolvê-las." Disse Josh.

Ela sorriu. Ficaram se olhando por alguns segundos, até o trem apitar. Ela então deu um passo à frente e deu-lhe um beijo rápido nos lábios. "Obrigado por tudo!" disse, e entrou no carro sem olhar para trás e partiu. Seis metros dali estava a vizinha Sally, que havia seguido o casal, querendo saber quem era a garota estranha que estava com Josh. Ela saiu correndo chorando antes que Josh pudesse notar sua presença. Alias, Josh não notou nada por uns bons três minutos.

...

Naquela noite, Cricket estava esperando. Estava no topo da torre da antena, comendo um cachorro quente com cebolas e mostarda, típica iguaria da Grande Maçã. Perdeu-se nos pensamentos (e na música em volume absurdo que tocava em seu iPod).

"Desculpe o atraso" disse ela "Fiquei presa no transito". Cricket se assustou novamente e caiu da torre de metal. A Salteadora pulou na mesma direção.

"Ah, oi! O Preocupado Cricket adoraria saber se está tudo bem com você." Ele se levantou e limpou a roupa. Por sorte, os poderes (e a experiência em cair de lugares altos) permitiram que ele não se machucasse.

"O que você queria falar comigo?" ela disse, meio desconfiada.

Cricket saltou novamente na torre; a menina se assustou um pouco. Ele caiu uns segundos depois, segurando uma sacola. "Aqui, suas coisas. Eu costurei o uniforme, se não se importa."

"Eu... obrigada". Ela pegou. Mexeu nas coisas e notou que a bolsa ainda estava lá, com as coisas que tinha pegado. "Você... por que você..."

"Precisamos confiar uns nos outros se queremos sair vivos nessa linha de trabalho. O Informado Cricket sabe sobre os remédios. Não geram dependência, não são alucinógenos. São perigosos, no entanto. O Preocupado Cricket acha que você deveria contar a verdade." Ele estava sério.

Ela se sentou no parapeito do prédio. Cricket a acompanhou. A cidade parecia um oceano de pequenas luzes. "Você está certo. Seu sei que é pedir de mais para confiar em mim, mas... bem, eu vou contar tudo, desde o começo."

E contou. Cricket podia sentir a sinceridade nas palavras. Pensou que Cricket & Salteadora realmente não sairia tão ruim nos jornais. Bem, eles pelo menos poderiam se aliar quando ele viesse para Manhattan, não é mesmo?

The Naïve Cricket - Parte IX

Entrar numa sala de emergência com uma garota ferida nos braços seria uma cena de filme, não fosse pelo fato de ambos estarem fantasiados. O mais incrível é a estranha capacidade dos médicos plantonistas ignorarem todos os detalhes estranhos e prepararem imediatamente uma sala de cirurgia.

"Estavamos saindo de um baile a fantasias" disse Josh ao policial "Ai quatro ou cinco caras nos cercaram, queriam o dinheiro... ah seu guarda, eu não consigo me concentrar, eu estava assustado"

O policial assentiu com um sorriso. "Meu bom garoto, você é corajoso de mais. Todo ferido, ainda trouxe a namorada nos braços. Com certeza vamos pegar esse vândalos, a polícia vai fazer o possível!" e saiu do quarto.

Josh estava com várias bandagens, cortes costurados e recebia uma transfusão de sangue. Ainda era três da manhã, e esperava notícias da Salteadora. Além de inventar umas bobagens para manter os policiais ocupados, era só fazer o papel de garoto assustado de mais para entender qualquer coisa e não fariam perguntas.

Não era a primeira vez que teve de ser costurado. Falando a verdade, era a quarta só esse mês. Por alguma sorte, seus ferimentos se cicatrizavam muito mais rápidamente que o das pessoas comuns. Na outra semana, havia tomado um tiro no ombro; hoje não havia nem cicatriz. Sabia que tinha que ser rápido e sair pela janela assim que estivesse se sentindo melhor, mas não podia deixar a Salteadora sozinha. Ele precisava ver ela, precisava falar com ela. Não queria que ela... não podia deixar que morresse sozinha. Os ferimentos dela eram muito graves, disseram os médicos.

"Senhor Parker... Parker Kent, é você? Sua namorada está estabilizada. Foi um milagre cirurgico, eu ainda não entendo o que aconteceu. O ferimento desviou dos orgãos vitais, não houve sangramento interno, ela realmente foi abençoada!" disse um médico ainda com marcas de sangue na roupa.

Josh quase pulou da cama. Depois, conversou com o médico. Sua namorada, "Mary Lane", estaria livre do hospital em uma semana, apesar de provavelmente permanecer esse período inconsciente. Provavelmente teria de fazer muita fisioterapia, pois a ponta da flecha raspou na espinha; teria dificuldades para se mover por meses. Mas apesar disso, estava estabilizada e não corria risco de vida.

Claro que Josh já estava pensando adiante. Ele havia visto a menina tomar o disparo, e era impossível que a flecha tivesse desviado de qualquer orgão vital. A solução lógica era que ela, assim como ele, se curasse mais rápidamente que pessoas comuns. E claro, isso trazia uma nova série de problemas. O que os médicos diriam quando ela começasse a se recuperar milagrosamente, apesar do acompanhamento próximo? Será que lembrariam que eles entraram no hospital vestidos de super-heróis?

Cricket não pensou nisso por algum tempo. Pelo menos não até o trem parar na estação final em Newark. Incrível como as pessoas não notam uma menina inconsciente com roupas de hospital às cinco da manha num trem que vai contra o fluxo.

The Reasonable Cricket - III

Passar o final de semana de castigo era um tédio. Estava, até segunda ordem, trancado no quarto. Claro que seria fácil para ele pular pela janela, mas não tinha coragem de fazer isso na vizinhança; alguém poderia ver, e ai, a coisa ficaria complicada.

Restava-lhe a internet. Atualizou o blog. "Mais uma vez o Brilhante Cricket salva o dia do Morsa", seguidos de uma série de fotos que recortou do jornal. Checou várias vezes para limpar seus rastros - aparentemente, o time de Crusader possuia bons hackers, e não queria que o encontrassem. Passou o restante do dia visitando os mesmos forums de sempre.

"Estou dizendo, o Impacto e o Through são a mesma pessoa, mas o Thunderboy é um cara completamente diferente! É só olhar nas fotos!" dizia Jess\^_^\NY. Josh achou bobagem. Havia conhecido Impacto pessoalmente, semanas antes, e tinha a teoria de que Thunderboy, o ex-parceito de Lightning, havia brigado com ele e se tornado independente. Ele parecia ser novo e inseguro de mais. Além disso, qualquer pessoa que lia forums de heróis sabia que Through era um ninja, e não um fortão. Era como dizer que o Sentinela e Lightning eram a mesma pessoa.

"Eu já catei a Sunshine" era um tópico com mais de três mil respostas feito por um alegado técnico do time de futebol da UCLA. Era só um super-herói ter identidade pública que qualquer um tentava dizer que se conheciam. Josh riu do post do infeliz, que dizia que inclusive a canadense o havia ameaçado de morte em tempos recentes. Claro que, por outro lado, Josh colecionava duzias de posters da tal Alisia...

"Eu estou te vendo" dizia o enigmático post de *\/*1*R*u*Z*. Josh achou esranho que um post sem respostas permanecesse em primeiro lugar de todas as páginas. Provavelmente um hacker engraçadinho.

"Todos esses super-caras são amigos, eles fingem essas lutas pra manter a gente assustado! Bando de ******, isso sim!" dizia B0b-Stuf3d. Josh perdeu meia hora escrevendo uma resposta muito boa, mas apertou voltar sem querer e perdeu o texto.

"Eu tenho super poderes, se você também tem, me encontre a meia noite de hoje no topo da torre da antena do Empire State Building", por Pwr@Pwr. Josh leu várias e várias vezes. As respostas eram todas debochadas, mas o tal Pwr@Pwr era um cara sério. Estava na comunidade fazia mais de um ano, tinha boas recomendações.

Ficou se remoendo o resto da tarde. Deveria ir ou não? Seria uma armadilha, ou apenas uma piada? Será que iria conhecer alguém com poderes que fosse de sua idade? Alguém que não tentasse convence-lo a parar de ser herói toda vez que o encontrasse? Era quase onze da noite, e se pegasse o trem agora, talvez conseguisse chegar em New York a tempo.

"Estarei lá - O Presente Cricket" e pulou pela janela, com o uniforme na mochila.

The Dynamic Cricket - II

Havia um punhado de coisas que Josh Sheldon não gostava. Cheiro de cigarro, refrigerante diet, macarrão e gatos. Ele também não gostava de música gospel, livros de auto-ajuda e de Gilmore Girls. E gelatina. Céus, a lista não era tão pequena. Mas provavelmente, disputando o primeiro lugar com macarrão, estavam os Super-Vilões.

Ele era o super-herói da vizinhança fazia uns 6 meses já; se ele fosse um dos figurões, como Lightning ou o Sentinela, provavelmente a coisa seria mais respeitosa, mas o fato é que tinha uma galeria de vilões. Bem, não eram vilões de notoriedade, como RDX ou Voltage. Não eram nem vilões menores, porém, assustadores, como o homem-de-lata-de-Paris. Seus vilões eram quase uma vergonha.

Primeiro, o Falcão Vermelho. Era um malandro qualquer que roubou um protótipo das armaduras dos MaxCops londrinos, ou algo assim. Depois, havia o Doutor Fantasma, um cientista louco especializado em truques de mágica, que roubava bancos e coisas do tipo. E claro, por fim, havia o Morsa, um mafioso local cuja aparência entregava o apelido. Céus, como odiava o Morsa.

Lembrou disso enquanto esquivava das balas dos capangas, e distribuia olhos-roxos. As vezes se esquecia de como pessoas normais eram frageis, e quase cometia alguma bobagem. Segurou um pouco a força e garantiu que O Morsa ficasse só inconsciente. A polícia cuidaria do resto.

"Não temam, senhores! O Prestativo Cricket acaba de salvar o dia... ou a noite!" disse aos refens que ainda estavam aterrorizados com o espetáculo. "Agora, por favor, queiram manter a paz enquanto o Paciente Cricket espera a polícia chegar para garantir que vocês vão estar em segurança!"

Ele odiava gritos, também. Droga, será que ele deveria escrever "Herói" em neon em seu peito? Nesse instante, o "Comunicador" tocou. E entenda-se por comunicador o fone de ouvido do celular escondido por debaixo da roupa.

"Josh Sheldom, onde diabos você está? A sua amiga Sally disse que você fugiu do baile!" gritou sua mãe. Josh saltou pela janela e escalou um prédio qualquer.

"Ah, mão, não é nada disso, eu já estou chegando em casa... é que, é que o clima tava ruim e..."

"E nada! Como você pôde deixar a Sally sozinha? O senhor vai ter que dar boas explicações em casa, rapaizinho!" Ela desligou antes dele falar qualquer coisa.

Ah. Sim. Ele odiava, provavelmente mais ainda que macarrão, o modo como sua mãe o tratava feito criança. Ah, se odiava.

The Awesome Cricket - I

A parte mais difícil da adolescencia eram, sem sombra de dúvidas, os super-poderes. Josh Sheldom jamais teria pensado isso meses antes, mas agora era o tipo de coisa que consumia seus momentos de monotonia. Era aquele tipo de pensamentos que ocorrem sem parar justamente quando não podemos fazer nada a respeito.

Sally Walters havia aceitado ir com ele ao baile, mas acabara de mandar uma mensagem de celular dizendo que havia mudado de ideia e que iria com Garry Trump. Justamente o Garry Trump que caçoava dele desde o jardim de infância. Justamente o Garry Trump que era o maior fan do Adorável Cricket em toda Newark.

Josh pensou na vida enquanto tomava um ar no pátio da escola. Todos os garotos legais estavam dentro do ginásio, no baile. Aqui fora, haviam apenas os nerds e outros que não tinham par. Droga, ele pensou. Ele não era exatamente um nerd! Fazia esportes! Le Parkour, Kung Fu, basquete. Ele no máximo era bom com computadores e ciências. E gostava de Jornada nas Estrelas. E tinha a coleção completa de X-Men. E jogava Dungeons & Dragons toda quinta-feira a noite. Céus, ele era um nerd.

Foi preso em pensamentos como esses que notou um brilho no horizonte. Um incêndio, provavelmente. Sirenes. O traje estava escondido no terraço de um predio seis quadras abaixo. Ah, sim, um pouco de ação.

"Josh... olha, desculpe, eu não sei por que fiz aquilo" disse Sally, docemente, enquanto se aproximava. "O Garry e eu temos história, mas... se você estiver disposto a perdoar, podemos dançar, eu... eu gosto de v..."

"Desculpa, Sally! Eu tenho que ir, a gente se fala na aula" disse ele, beijando a testa da menina. Josh saiu correndo pelos portões da escola, rezando para que ninguém o acompanhasse com a vista. Tirou o paletó e desabotoou as calças. Os sapatos já estavam em suas mãos. Se alguém estivesse vendo agora, pensariam que era um tarado correndo pela noite. Saltou então. Pelo menos trezendos metros para frente, num arco de mais de noventa metros de altura, caindo suavemente a uns poucos passos de onde guardara o uniforme.

Droga, ele podia estar com Sally agora mesmo. Mas alguém pode morrer se ele fizer isso. A parte mais difícil da adolescencia eram, sem sombra de dúvidas, os super-poderes.