Em 2015, um grupo de super-humanos escapa de uma base do governo para salvar o mundo, e acaba descobrindo uma série de segredos sombrios. Essas são suas histórias.
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Um dia cheio de surpresas

São exatamente meio dia do dia 21 de Outubro e estou com dor de cabeça. Minha manhã foi um tanto atribulada, fui acordado por Nicholas às 7 horas da manhã, devo dizer que fui retirado, seqüestrado por ele da minha cama e do meu sonho fabuloso com a minha exótica amante oriental. Ora, não foi sonho, o perfume dela ainda está impregnado no meu corpo, mais um motivo para odiar ter levantado tão cedo. A manhã foi deveras complicada, a começar pelo motivo do despertar, uma reunião com Denorus, um ser muito intrigante, e muito poderoso. Parece um elfo saído das histórias de Tolkien, com aparelhos tecnológicos tão sofisticados que parece magia. Perto dele minha armadura é um moinho de vento. O que me motiva a vê-lo, mas me faz odiar o 19º lugar no ranking. Segundo Nicholas, Denorus teria poderes para curar Christine e com essa esperança partimos para o meio do oceano índico, entre a Índia e a Austrália. Lá encontramos o elfo em seu disco voador no meio do nada.
Após uma mistura de 20.000 léguas submarinas com Star Trek, dentro da fortaleza de Denorus, Nicholas me volta do fundo do mar me dizendo que precisamos encontrar ajuda para romper uma barreira ancestral no fundo da água. A primeira candidata a ajudante é Waterfall, ex-Supremos, salvamos o rabo dela da ultima vez quando ela estava dominada pelo Knight, mas mesmo assim ela ainda é carne de pescoço e nos obriga a fazer outro favor para ela. Não que eu não fizesse se ela soubesse como pedir, afinal aqueles olhos azuis e aqueles cabelos negros já são um ótimo pagamento. Seguindo as ordens da Israelense, partimos de Israel para os Estados Unidos, em busca do noivo dela. Lá descobrimos que o rapaz estava com grandes problemas, trabalhando com tecnologia avançada em computação biológica para um pequeno país da Europa que não consta na maioria das enciclopédias. Heintzenberg é uma ilha exportadora de petróleo e com um ministro muito mal humorado, além de mentiroso. Ele nos recebe junto com o que parece ser todo o exército nacional, e depois de uma conversa amigável com Alísia, que usa toda a sua diplomacia e charme, ele nos leva para o seu gabinete, onde mente descaradamente e após algumas palavras grossas de ambos os lados somos expulsos do país. Interessante a tecnologia que eles possuem, avançada demais para o nível do lugar.
Fomos expulsos, mas como estávamos curiosos não desistimos. Sunshine viajou camuflada até o limite da ilha e usando sua supervisão achou o ministro. Ela o seguiu até o castelo real, onde ele foi se encontrar com ninguém menos que Nightmare. Aquele holandês traiçoeiro estava trabalhando com o paiseco, penso se a pesquisa do rapaz não teria a ver com a armadura do holandês. Fato é que Herman sentiu a presença de Alísia e nós tivemos que fugir do país sendo perseguidos por caças altamente tecnológicos, mas claro que não tão tecnológicos quanto é Claymore. Pelo menos existem vigésimos e trigésimos lugares na grande lista. Partimos e contamos a Waterfall o que descobrimos. A cortesã já sabia de tudo e nos mandou na busca apenas para se divertir. Dou a ela minha palavra e 20.000 dólares e ela concorda em nos ajudar.
A segunda e a terceira ajudante são mais fáceis. Nêmeses dos Peacekeepers se oferece espontaneamente para ajudar-nos e Trauma, uma menina da família Werner também. Grupo reunido, voltamos para a fortaleza de Denorus. Ele, Liquid, Trauma, Nêmeses e Waterfall partem para quebrar a barreira. Sunshine, Impacto e eu ficamos na fortaleza a espera. O tempo passa e logo o mundo começa a cair, o oceano treme e a fortaleza começa a baixar, faço as contas e me pergunto se minha armadura resistiria à pressão da água e chego a duvidar que vá sair vivo desta empreitada.
Súbito, para o bem ou para o mal, o mar explode e uma imensa cascata d’água se forma, jogando a fortaleza em que estamos para uma altura absurda. Eu consigo ver o satélite Armada 3 até. E então a fortaleza começa a cair, atravessando a enorme corrente de água vertical. Acho que estamos a 300 mph aproximadamente, faço força para erguer a sala onde estamos, mas é inútil, penso em sair pela abertura, mas a corrente causaria grandes estragos no hardware. Os segundos passam e então Impacto age. Ele nos agarra e nos transporta para fora do perigo, imaculados. Não sabia que ele tinha esses poderes, ele transmutou nossas moléculas e as dele para o estado de fase 4 e como fantasmas atravessamos a água e chegamos salvos na nave, respiro aliviado.
Enquanto estávamos presos, Liquid, Waterfall e as duas meninas impediam que a queda da corrente provocasse um Tsunami de destruição. No final, todos vivos, embora cansados, podemos seguir para casa. Deixamos cada uma das meninas em sua respectiva casa. Waterfall deixa bem claro que espera que eu cumpra minha palavra, eu a asseguro que cumprirei. Não que o namorado dela seja a minha motivação, mas qualquer um que trabalhe com Herman não é boa coisa.
E quando eu acho que finalmente poderei voltar para minha cama e descansar eis que me aparece mais um problema. Estamos a 190 metros e eu posso ver a fumaça em Camelot, 170 metros e posso ver a torre Sul desabando. Penso em 6 possibilidades para o atacante e logo descubro que é a terceira. 100 metros e eu vejo a forma verde brilhante disparando rajadas radiativas na direção de quem eu reconheço como sendo Ionns, um dos soldados de Jack Larsen. Pelo visto ele estava se virando bem contra Miracle, afinal ele veio para cá para ajudar no caso dela. Ionns parece controlar energia, todas as rajadas de Miracle se dissipam ao chegar nele. Estamos a 50 metros quando vemos a cena, Nicholas já estava acordado fazia 1 minuto, ele viu tudo. Miracle tentou partir para uma abordagem mais física contra Ionns, mas ao chegar perto dele, voltou a forma humana e ele a segurou pelos braços. Aproveitando a situação Christine deu um beijo em Ionns de fazer inveja. Adoro as mulheres, elas conseguem tudo o que querem, não importa os modos empregados.
A raiva de Nicholas é palpável quando ele ordena a Claymore que abra a porta lateral e logo em seguida sai voando. Incrível como ele consegue ser tão idiota de cair nessa provocação barata, fazer o que... Todos os apaixonados são idiotas.
Pouso a nave a tempo de ver a discussão entre ele e Miracle, ela tem um problema de dupla personalidade, uma é a Christine amável e fútil, a outra é um ser cruel e desprezível. Ela está com a personalidade esquerda hoje. “Por que você está destruindo Camelot?” Pergunto com mais vontade de derrubar a vadia do que de ser razoável, mas Nicholas está do meu lado, então sou polido com Miracle. “Eu estava cansada daquela prisão.” Me responde a cretina com a cara mais safada do mundo. “E precisava destruir tudo?” Grito quase perdendo o controle. “Se eu fosse vocês, me preocuparia mais com sua amiguinha japonesa, antes que o fogo atômico que espalhei nos andares abaixo a consuma.”, a vadia sorri enquanto me diz isso, tenho vontade de atacar, entretanto parto para salvar Miharu junto com Ghünter deixando Sunshine para ajudar Liquid.
Dentro de Camelot eu vejo o inferno, fogo atômico destruindo tudo, fundindo portas e destruindo meu sistema de 6 bilhões de dólares. O calor é tão intenso que destruiu o programa anti-incêndio de Camelot. Desisto de procurar Miharu e parto para o laboratório onde espero criar um aparelho capaz de apagar as chamas, Ghünter tem 85 % de chance de salvá-la. Preocupo-me com as soluções possíveis para o dilema das chamas, em um segundo chego a uma conclusão, em um minuto tenho um nulificador de partículas subatômicas pronto. Com ele resolvo o problema das chamas e retorno para onde estão os outros.
Chego a tempo de ver Ghünter chegando com Claymore, ele traz Miharu curada e a responsável pelo feito, Hisa. Entre todos os dotes de minha amante, um deles é seu poder geneativo, ela é capaz de curar ferimentos. Ao me ver ela corre em minha direção, é linda a preocupação em seus olhos, sinto-me lisonjeado.
Miracle fugiu, Liquid insiste em ir atrás dela, mas ele não está em condições. Eu olhos nos seus olhos e sei que ele irá, não importa o que seja preciso. Ele me pede para que Hisa o cure, eu falo com ela em Japonês e ela me responde com sinais. Ela me diz que pode deixar Nicholas inconsciente, o que eu peço que faça. “Richard, se você estiver planejando algo, não é a hora.” Ameaça Liquid pouco antes de apagar. Eu seguro Hisa que também desmaia devido ao esforço que faz. Após deixarmos os dois na enfermaria, partimos com Ionns para localizar Miracle, o soldado consegue rastrear energia.
Fazendo seu trabalho maravilhosamente, Ionns nos leva até onde o rastro de energia termina. O soldado é extremamente competente no que faz. Para nossa surpresa nos descobrimos no rastro de Singularity, uma mulher demente que possui poder suficiente para atrapalhar Van Rayner. Da última vez que a encontramos, além de levarmos uma surra, ela deixou Miracle no seu estado atual radioativo. Só não entendo o que ela estava fazendo numa cidade onde assistia o louco Lann.
Estávamos investigando o local quando recebemos uma mensagem de Nicholas. Ele estava indo para a França encontrar Miracle. Eu não entendi como ele acordou tão cedo, ou mesmo como ele sabia onde estava Miracle. Só sei que logo terminamos nossa investigação partimos para lá. Eu estava preocupado com Nicholas enfrentar sozinho Christine, por isso coloquei os motores da nave em toda a potência. Aliás, coloquei os motores em potência superior. Fazendo a Nave se desgastar no processo. Mas Nicholas é meu amigo, a nave não é nada.
Quando chegamos, temos mais surpresas. Encontramos Nicholas enfrentando Singularity e Miracle, mas o corpo de Christine está separado, distante do corpo atômico. Organizo o ataque, deixando Ionns para cuidar da parte atômica enquanto Sunshine, Liquid, Impacto e eu atacamos Singularity. Ela resiste aos nossos golpes individuais, portanto decidimos um ataque conjunto. Enquanto isso Ionns neutraliza a contraparte atômica de Miracle.
Voando em Mach 1 eu me posiciono atrás de Singularity enquanto Sunshine provoca uma abertura na guarda de dela. Nicholas carrega todo o seu poder se concentrando e então disparamos juntos. Nem mesmo a barreira de Singularity consegue segurar todo o nosso poder e ela perde a consciência por alguns instantes.
Neste pequeno espaço de tempo, aproximadamente 3,5 segundos, chega a cavalaria. Primeiro os antigos Supremos: Ignus, Earthquake, Metallie e a deliciosa Whisper. Depois os antigos Peacekeepers: Stunner, Cybelle e Fastep. Junto com Pierce chegam Lightnning, Sonique e sua irmã Symphony. Eles chegam, pois eu havia informado Pierce sobre a descoberta do paradeiro de Syngularity quando a descobrimos em Irwin. Chegam para desencorajar qualquer vilão que queira se meter nos assuntos da Extreme e de nossos aliados. Chegam para mostrarmos para a ISC que ela não está sozinha como senhora do mundo. Chegam e em segundos, Singularity está deitada ao chão e permanecera neste estado por muito tempo.
Quando os Supremos desceram de sua nave, Ignus e eu combinamos um ataque apenas com o olhar. Nós dividimos as equipes. Crusader, Sunshine, Ignus, Nicholas, Whisper e Cybelle atacaram por cima juntando toda sua energia num feixe único. Enquanto isso em terra, providos por bastões de pedras criados por EarthQuake, todos os pesos pesados atacaram fisicamente o alvo que foi levantado ao ar por um ciclone provocado por Lightnning, Sonique e Fastep. Symphony atacou sozinha mentalmente o alvo.
O resultado final foi a queda de Syngularity e a aplainagem de 30 metros quadrados de chão. Nosso recado foi dado, uma bela lição.
Quando acabamos aproveitamos uns dos poucos momentos em que podemos ficar todos juntos para conversarmos. Nós só nos reunimos assim para lutar. Nicholas convida a todos para jantarem em sua casa. Pierce me pergunta se um ataque deste nível fora necessário. Eu afirmo que sim. A lição era necessária. Agora todos sabem que estamos aqui para ficar. E eles vão temer isso. Partimos em carona com Ignus, Claymore segue em piloto automático aos trancos. Nada que uma tarde na oficina do hangar de Camelot não resolva.
Chegamos e eu recebo mais uma surpresa. Ao nos despedirmos de Ignus, Nicholas agradece a todos. Ignus parte. Quando Nicholas se prepara para ir embora ele me diga “Richard, eu estou te devendo” Eu ia dizer algo, mas quando olhei nos olhos de Nicholas não tive tempo de me defender a tempo de salvar meu nariz. Ele se virou e saiu, me lembrando de ir jantar na casa dele esta noite.
Adoro o humor austríaco.
Todos se vão, eu fico. Preciso terminar o exoesqueleto que estávamos criando para Phase. Trabalho nisto por duas horas, estou exausto quanto sinto uma mão no meu ombro. Antes de me virar sinto o perfume de cereja. “Você descansou bem?” pergunto em japonês enquanto me viro. Hisa acena que sim com a cabeça. Ela se assusta com meu nariz quebrado. “Não foi nada.” eu respondo. Com um simples toque, ela restaura a cartilagem do nariz e cura as feridas do meu corpo, me sinto bem, disposto novamente. Eu a pego nos braços. Palavras são desnecessárias, a base estava vazia exceto por nós, o doce aroma de cereja e suor.
3 horas e 35 minutos depois voamos para casa. Ela me abraça quando chegamos e me beija como se quisesse roubar meu sopro vital. Ela está apaixonada, perdidamente. Sinto-me lisonjeado.
Quando entro no quarto ela me segue e tranca a porta. Palavras são desnecessárias. Após um banho quente nos vestimos. Eu escolho um terno cinza escuro com uma camisa escarlate. Hisa coloca um vestido de seda chinesa vermelho, com um dragão estampado na frente.
Desta vez escolho minha Lotus preferida. Modelo atual, curvas arrojadas e o motor, meu é claro. No caminho para o prédio de Nicholas encomendo comida do Masa para Hisa. Ela é um tanto enjoada em relação à comida. Sinto falta da alegria de Tessa. Com esse pensamento ligo para uma pizzaria e encomendo uma das famosas Pizzas gigantes. Peço também para entregar sorvete. Nina, a irmã mais nova de Nicholas adora sorvete. Para meu próprio gosto estou levando uma garrafa de Scotch irlandês.
Chegamos, Nicholas está feliz. Isso é bom, assim tenho certeza de que não levarei mais um soco. Cumprimentamos-nos, sigo para a cozinha e pego dois copos para servir a ele uma dose. Alísia já está na casa conversando com Christine, aparentemente curada, sobre as futilidades comuns das mulheres. Ghünter não vem, preferiu ficar com Miharu, provavelmente patrulhando.
Sento-me com Nicholas e começamos a conversar sobre as futilidades comuns aos homens. Hisa não está feliz, está com ciúmes de mim, provavelmente acha que eu não estou dando atenção a ela, ou que não a assumo em frente dos meus amigos. Ela começa a me irritar. A festa foi organizada no topo do prédio, Nicholas mora na cobertura de um antigo bairro respeitável de NY.
Logo chegam Kelvin e Cecile, sua esposa. Junto a eles chegam Claude e seu filho Klaus. Reunimos-nos e aproveitamos uns aos outros. Kelvin, eu e Claude conversamos sobre tecnologia de segurança. Hisa parece beber mais do que devia e em pouco tempo está claramente embriagada. Em dado momento, Nicholas me chama a um canto da casa. “E então o que você acha?” Ele me diz mostrando um anel de noivado. “Nicholas, eu sempre soube que você me amava” respondo brincando. “Ela vai adorar meu amigo, desejo tudo de bom para você” Respondo sério desta vez. “Richard, eu queria saber se você não gostaria de ser meu padrinho de casamento.” Eu fico lisonjeado com o pedido e respondo que será a maior honra que alguém me ofereceu em toda a minha vida.
Sabendo do pedido faço uma rápida reunião com Claude que em segundos busca uma aliada nossa, senhorita Amanda, vulgo Whisper. Uma cantora de sucesso, lindíssima. Nós aproveitamos a festa. Eu não tiro os olhos de Amanda. Hisa está ocupada demais conversando com o sakê para perceber meu interesse na espanhola. Nicholas se prepara para fazer o pedido. Eu olho para Claude, ele acena em acordo. Quando Nicholas se levanta e faz o pedido, todos nós recebemos instrumentos musicais. Eu começo a tocar o violino acompanhado pelo teclado tocado por Cecile e do sax tocado por Claude. A linda voz de Amanda se sobressai. Dos céus surge um anjo de gelo iluminado por uma radiante luz, ele traz o anel para Christine que maravilhada chora de emoção.
Quando todos levantamos nossas taças para um brinde, Hisa me agarra, beija e desmaia embriagada. Eu a levo para o sofá de Nicholas e a deixo lá. Quando volto para a festa, começo a conversar com Amanda, ela é um tanto distante, avoada, mas linda. Quando Ignus ia se despedir algo estanho acontece. Um homem em uma armadura vermelha passa em um vôo rasante ao lado de nosso prédio. 2,4 segundos depois um homem num uniforme que lembra ao antigo personagem japonês Kamen Rider salta sobre nossa mesa. “Desculpem pessoal, mas o apressado Cricket está em uma perseguição” É o que ele grita logo após sumir em um salto gigantesco e cair sobre o armadureiro.
Ficamos alguns instantes sem fala. Ignus me olha questionador, eu apenas encolho os ombros e sorvo um gole de Scotch voltando minhas atenções para Amanda. Ela tem os maiores seios que eu já vi, e lindos. Pergunto-me se não cairiam sem o sutiã. Após algum tempo todos começam a ir embora. Eu peço para Amanda ficar, dizendo que eu a levarei embora. Ela aceita. Nicholas me pergunta sobre Hisa. “Não se preocupe” eu respondo “Jarvis, virá buscá-la.” Jarvis sempre as busca para mim.
Despeço-me de Nicholas e chamo Claymore, ela está nova em folha. Entramos eu e Amanda. Conversamos um pouco mais. Ela é distante, mas gosta do que ouve. Eu toco em sua mão, subo para os seus braços e depois para seus cabelos. Ela me olha, nos beijamos. Ela pede para que eu abra o teto da nave. As estrelas são lindas. Nós nos beijamos, nos acariciamos. As estrelas se tornam ofuscantes. No final, nos abraçamos. Realizo uma fantasia compartilhada por grande parte dos homens do mundo, descubro que existem forças maiores que a própria gravidade. Foi divertido, mas não foi metade do que poderia ter sido. Amanda é linda, mas péssima amante. Sinto falta de Tessa, nenhuma delas é tão habilidosa quanto Hisa. Hisa é majestosa neste aspecto, mas Tessa é divertida, Tessa tem paixão. Amanda é distante. É como comer um petit gateu quando tudo que se quer é uma banana split.
Mas sempre se pode provar o petit gateu mais de uma vez. Passo a noite na Espanha com Amanda. Despedimos-nos de manhã. Eu traço o curso para a Inglaterra. Tomo um banho, troco de roupa. 8 horas da manhã entro no apartamento de Tessa. Ela ainda dorme. Enfio-me debaixo de suas cobertas e a abraço. Ela se vira e me beija. Palavras nunca foram tão inúteis.

O doce sabor da cereja.

Já está tarde, há seis horas estou trabalhando neste bracelete transdimensional que meus companheiros me trouxeram. A tecnologia dele é absurda, inimaginavelmente maior do que tudo o que eu já fiz. E tudo isso contido num bracelete. É claro que isto tinha de ser obra de Van Rayner, um dos famigerados first steppers. Quando penso nele, no nível das suas produções intelectuais, a disputa entre Ignus e eu se torna infantil. Pra que disputar o segundo lugar? E segundo lugar mesmo? Ou eu não contei os outros first steppers, como Hideo, Tcheckov, aquela chinesa com problemas que nem as teses doentes freudianas explicam? E eu ainda não citei a organização de cientistas que querem dominar o mundo, a Daydream, ou o ancestral Denorus. Neste mundo há tantos seres de poder e conhecimentos maior que os meus que as vezes me sinto como uma criança ouvindo o professor discursar sobre coisas além do meu pequeno universo imaginário. Quando penso no mundo em que vivo, percebo o quão quixotesca é a minha vida como Crusader.
"Os parâmetros da leitura do disco rígido foram estabelecidos, a descompactação do arquivo será iniciada em 4.6 segundos. Tempo previsto para o término da sessão: 35 horas." Avisa Ávalon.
Com essa previsão é melhor arranjar algo para fazer. Essa pesquisa me deixou cansado, meus reflexos estão mais lentos, preciso de uma xícara de café. Impressionante! Eu cruzo o corredor e encontro Nicholas me trazendo uma bem quente e reconfortante, ele me diz algo como ser sua receita secreta, mas eu nem presto atenção, estou completamente tomado pelo aroma do café. Eu bebo um pequeno gole e metade dos meus problemas desaparecem. A química sempre me intrigou nestes aspectos, a mistura de substâncias diferentes, elevadas a uma temperatura x e pronto, temos uma substância completamente nova. A reestruturação e a fusão das moléculas acontecem em momentos banais do dia a dia e quase nínguem repara nisso. Alguns cientistas ignoram as pequenas alterações, como se elas não fossem importantes perto de seus grandes projetos, mas eu não, eu sempre gostei dos detalhes, das pequenas coisas. É claro que nunca me aprofundei em química, sempre gostei mais de mecânica, de construir, de movimento, energia. Mas todos os pequenos detalhes, as pequenas parcelas da construção possuem suas fórmulas químicas.
O café é deveras reconfortante, por um curto espaço de tempo me disperso apenas saboreando o doce e forte líquido. Mas logo volto a conversar com Nicholas, estou preocupado com ele, parece que fazem dias que ele não dorme ou descansa, trancado neste laboratório procurando uma cura para Christine. "Você está precisando descansar meu amigo, sair um pouco, tomar um ar. Seu estado está lastimável. Se ficar assim sua produção cairá assim como sua saúde." Nicholas não responde, não com palavras. Eu me calo. Deve ser muito difícil para o coitado ver Miracle naquele estado, presa em um traje para conter seus poderes radioativos, ele tem razão de não estar com pacência para a minha alegria. Agradeço o café meio sem jeito. Ele sabe que eu me importo com ele e com Christine, que o considero um dos meus melhores amigos, se não o melhor. Porém eu não sou ele, preciso de sono, alegria, conforto. Além do que, não há muito o que eu possa fazer além do que estou fazendo. Tudo isso sobre geneativos é ainda muito novo para mim.
Me despeço de Nicholas e saio da repartição dos laboratórios. Ando até a sala de recreação e encontro Hisa lendo um dos seus romances, daqueles bem dramáticos e tristes. Ela é uma mulher muito bonita e atraente. Quando eu entro ela me olha nos olhos, como se quisesse sugar minha alma para dentro daqueles globos amendoados. A maioria dos homens ficaria envergonhada quando uma mulher o olhasse assim. Eu sou muito diferente da maioria dos homens. Retribuo o olhar, ela abaixa a cabeça e volta a ler. Sorrio e me aproximo do sofá. Sou interrompido pelo barulho regular de saltos altos.
Escuto a voz de Alísia atrás de mim comentando algo sobre as Nações Unidas, algo a ver com seu país de origem, o Canadá. Ela muda o assunto e me pergunta onde se encontra Ghünter, nosso aliado alemão. "Na Justa como sempre" eu respondo sem me virar. Não que Alísia não chame atenção, é uma mulher linda, loira , um corpo escultural. Além disso é inteligente e sabe cativar qualquer pessoa com um sorriso. Por isso mesmo eu me mantenho a distância dela, Alísia é muito parecida comigo em algumas questões e eu odeio isso em uma mulher. Quanto a Ghünter, às vezes eu me pergunto se ele tem realmente uma vida, ou se ele é só um autômato inventado por algum cientista doente. Já me perguntei se ele era gay, mas cheguei a conclusão que não, ele parece ser alheio ao fulgor de viver mesmo, tendo como único motivo impulsionador para continuar vivendo a luta, acho que se um dia tirarem isso dele, ou mesmo se não existir mais a violência do mundo, ele travaria, como um computador que não consegue ler uma nova linha de programa.
Para a sorte de Ghünter e de Miharu, uma versão feminina do alemão, mas sem o discurso religioso ou heróico, exite a Justa. A minha versão da "Sala do Perigo". Uma sala de alta tecnologia virtual, especialmente elaborada para a simulação do combate, ajudando assim no treinamento e na performance geral da Extreme.
Alisia parte em procura do alemão, me deixando a sós com Hisa. Ela se vira para mim e me encara inquisitiva. "Sabe Hisa, já faz um tempo que estou nesta base trabalhando sem parar e estava pensando se você não gostaria de sair pra jantar comigo esta noite." Falo com a voz suave em japonês, olhando nos olhos dela, ela fica envergonhada. Eu noto. "Eu sei que você também deve estar entediada aqui, nós poderíamos sair, aproveitar a noite, nos divertir. O que você acha?" Ela sorri e me responde em ISL que sim. Hisa é muda, vítima de alguma maldade da máfia japonesa que ela não merecia sofrer. A vida é por deveras cruel, mas nós podemos torná-la bem melhor se quisermos. Nós saímos da base em direção a minha casa. A viagem é rápida, em pouco tempo eu estou no meu quarto, penúltimo andar do prédio e Hisa no dela, dois andares abaixo do meu.
É gratificante ter um prédio todo ao meu dispor, eu nunca tenho problemas para alocar amigos. Hisa e Miharu estão morando aqui já faz 5 meses. Ghünter preferiu continuar no seu pequeno apartamento no Harlem, eu respeito isso, ele prefere se sentir independente e se isolar ao mesmo tempo. Eu prefiro o conforto e a qualidade de vida que eu levo. Entro no meu quarto, coloco Schubertz para tocar e entro na ducha. 23 minutos depois estou de roupão. Eu precisava dessa ducha, muito. Caminho lentamente até o mini bar e pego a garrafa de Scotch. Derramo o líquido vagarosamente no copo com 2 pedras de gelo. Paro quando chego na metade do copo, então pego uma soda gelada e completo o drink. Sempre fui bom fazendo drinks. Com o copo na mão caminho até o closet e escolho minha indumentária: Blazer e calças negros e minha camisa azul escura Hugo Boss de seda chinesa, digo minha pois pois fui eu quem criei o estilo junto com Giovanni Bucci no inverno passado em Milão. Ótima idéia comprar boa parte das ações da empresa. Coloco o roléx daytona que ganhei de Merrick no nosso aniversário de 12 anos e estou vestido.
Ainda tenho 5 minutos, me sento e sorvo demoradamente meu club soda enquanto ouço as partes finais da melodia de Schubertz. Quando termino o drink estou completamente relaxado; saio e logo estou na porta de Hisa. Como esperava ela está pronta, e maravilhosamente linda. Maquiagem leve no rosto, um batom com cor, cheiro e provavelmente gosto de cereja; o cabelo extremamente liso está preso em um coque oriental; o corpo esguio veste o vestido negro que comprei, enquanto à mostra o belo e exótico dragão em suas costas aparece pelo decote longo. Mas o que primeiro chega a mim não é a visão exuberante, mas o olor de cereja que se espalha ao seu redor. Eu quase fico boquiaberto, quase.
"Você está perfeita!" eu assevero em voz contente. Ela sorri timidamente em resposta. Nós seguimos até o elevador em passos calmos, no percurso eu aproveito para elogiar os detalhes de sua beleza, as mulheres adoram isso. Durante a descida o perfume dela inebria minha mente, mas eu não comento sobre isso até chegarmos na garagem de carros clássicos onde escolho a chave do Cadillac 1959 azul.
O carro, é claro que não está como o original. Eu refiz todo o motor, começando pelo combustível utilizado para movê-lo. Ao invés do enorme tanque de gasolina há uma câmara ultra tecnológica que funciona a base de células de energia, sim, eu usei os carros como protótipos experimentais para a energia base da armadura de Crusader. A câmara do carro, contudo é enorme se comparado ao bastonete da armadura. Quanto ao motor, digamos que os 4,3 de potência do carro original foram superados pelos meu reajustes e a célula de energia faz o carro andar sem eu me preocupar com o gasto de combustível fóssil ou a destruição do planeta.
Abro a porta para Hisa entrar, ela adora. O motor não ronca como o original, achei muito exagerado, mas faz barulho suficiente para que não percebam a diferença do original. Hisa parece adorar o carro, foi por isso que escolhi exatamente esse dentre tantos.
Chegamos ao restaurante que escolhi, Masa, localizado em Midwest town ele fica um pouco longe do bairro onde moramos (Upper East Side), o que nos faz aproveitar ainda mais o passeio no Cadillac e aumenta o apetite, fora que o Masa é um restaurante 5 estrelas há mais de 10 anos. Embora não tenha feito reservas, uma breve conversa com o gerente nos garante a melhor mesa da casa.
Pedimos sashimi, Hisa se delicia com o Atum azul. Apesar de apreciar o gosto nipônico, ainda prefiro o salmão. Entre o sashimi e o sushi conversamos; Hisa é uma mulher intrigante e muito tradicional. Ela é muito diferente de Tessa, o que é muito interessante. Hisa tem um passado misterioso, mas depreendo algo como uma dívida dos seus pais para com a Yakuza. Por causa dessa dívida tornaram ela muda, acho que fizeram algo com as cordas vocais dela, mas também pode ser psicológica a mudez. Ela tem uma boca bonita, pequena e meiga. Ainda penso se o batom tem mesmo gosto de cereja.
Bebo um pouco do sakê, me tranquilizo com o líquido forte. O Masa é um lugar muito bom, vim com Tessa aqui umas duas vezes. Tessa, tão longe, em Londres, trabalhando, sozinha. Será que ela pensa em mim? Será que está mesmo sozinha? Nunca se sabe, por isso eu não me preocupo, pelo menos estou muito bem acompanhado. Ela pede para que eu fale um pouco de mim, eu pergunto o que ela quer saber. "Tudo", me diz com o movimento das mãos.
Eu falo. Sobre meu pai, que hoje penso ser meu pai adotivo, o Coronel Maddock. Sobre meu irmão e a morte que resultou no meu senso de heroísmo. Falo sobre o responsável por isso, Herman Von Gostrauken, o famigerado e detestável Nightmare. Falo sobre minha Fundação, os projetos que tenho em mente. Mas não falo nada sobre Tessa, ela não precisa saber.
Comemos muito bem, a conta de 1000 dólares me diz isso. Estou um pouco alto, mas em condições de dirigir.
Agradeço o chefe em japonês, a comida estava estupenda. Nos levantamos e quando saímos, todos na casa nos notam, mas eu estou acostumado com isso. Ao chegar perto do carro, um homem nos aborda. 32 anos, 1,86 de altura, 93 kilos, caucasiano, provavelmente do Brooklyn. Ele tem uma Smith & Welson nova nas mãos, arma bonita para um ladrão barato, é claro que é roubada de alguém que resistiu a um assalto. Ele me aponta a arma na cabeça e diz que vai me matar se eu não entregar o dinheiro. Ele acha que me assusta, não faz idéia do que eu já enfrentei. De quantas vezes estive perto da morte. " Passa toda a grana riquinho de merda! Antes que eu te encha de pipoco!!!" O mais nojento é que uma saliva dele voa para meu Blazer.
Infelizmente para o assaltante eu não tenho tempo nem de responder. Hisa pula por trás de mim e atinge o infeliz com o bico do seu salto na testa. Deve doer muito. O que eu mais aprecio nestes sapatos caros femininos, é que elas podem chutar, pular, fazer graça. E eles não quebram. Ela olha para mim, parada ao lado do corpo estirado no chão, linda. Caminho até o assaltante e tiro a arma de suas mãos, é uma arma bonita e bem balanceada. Deixo um cartão no bolso dele sobre a fundação Warden, as cadeias estão lotadas e talvez eu possa lhe dar trabalho.
Abro a porta para ela, coloco a arma no porta luvas e então seguimos para casa. Depois de estacionar o carro, paramos um pouco no salão de recepção do primeiro andar. Coloco uma música lenta e trago Hisa para perto de mim. Ela não esperava por isso, mas se entrega ao movimento. Sorrio intimamente. "Vamos dançar um pouco, a noite está tão linda que eu não quero que termine.¨, sussurro no ouvido dela e ela encosta a cabeça no meu ombro.
Dançamos, os corpos colados um no outro, o aroma do perfume dela tão próximo. Tudo corre naturalmente, eu abaixo meu rosto, ela levanta o dela e me encara. Linda, tão linda e tão pequena, frágil nos meus braços, ela me olha. Não digo nada, não é preciso, ela já é minha.
Nossos lábios se tocam e eu descubro que os dela tinham mesmo o gosto de cereja, delicioso. O beijo demora, minhas mãos acariciam suas costas e a apertam para mais junto de mim, as dela me abraçam. Nos olhamos e nos beijamos de novo, o beijo de Hisa é diferente do de Tessa, Tessa tem mais paixão, mais romance, mas Hisa sabe usar muito bem a boca. A pego no colo e a levo para o elevador, não paramos de nos beijar no caminho. Hisa me surpreende dominando a situação, ela sabe muito bem o que faz e faz muito bem o que sabe. Ao mesmo tempo frágil e selvagem, exótica, linda.
Quando acordo no dia seguinte com o telefonema de Nicholas, não me pergunto se o que fiz foi certo ou errado, ou frases do tipo "o que foi que eu fiz". Eu sei o que eu fiz, afinal eu planejei. E foi muito bom, foi muito bom provar o doce sabor da cereja.
Me levanto e tomo um banho. Quando estou pronto para sair ela ainda está dormindo. Dou-lhe um beijo e saio. No caminho para a base ligo para Tessa. "Bom dia querida, como você está?", "Bem meu amor, estou com saudades" ela responde. "Eu também paixão, arrumando um tempinho livre eu vou para ae está bem?", "Que bom Rick, sinto sua falta, Londres não é nada sem você!" ela me diz com voz tristonha. "Eu também Tess, eu nunca esqueço de você."

Making Of: Christine Parrin

Este é um post em Off, sobre as idéias e rascunhos que levaram à criação de Christine Parrin.

A Christine surgiu de uma mistura de idéias, e de uma mescla de personagens. Por volta de 1997, eu e um colega estávamos planejando uma revista em quadrinhos, e bolamos um time de Super Heróis adolescentes. Entre eles, havia uma garota francesa chamada Marie, que vivia isolada dos outros membros da equipe.

Marie na verdade era filha de um importante político francês, e havia entrado para o grupo (uma escola de super-humanos) para não interferir na vida política do pai. Seus poderes eram bem bizarros - seus braços eram compostos de uma geléia amorfa, que podia assumir diversas formas, normalmente longos tentáculos ou coisas do tipo. Ela tinha vergonha desse poder, e usava luvas de couro justas até a altura dos ombros, que eram a única forma de manter seus braços com aparência normal. Diferente do resto do time, ela não era nem queria ser uma heróina. Era arrogante e depressiva, sempre se isolando dos outros, além de manter uma finesse de realeza o tempo todo.

Mais tarde, quando resolvemos fazer um jogo de RPG sobre o grupo, ela foi descartada, por ser um personagem sem muito brilho. Em seu lugar, criei H, baseando-me novamente em Solaris de X-Men:Age of Apocalypse. Era uma garota cuja pele emanava um poderoso fogo atômico, além de voar e disparar rajadas. Seu nome era Telma, e era uma colegial normal que teve a vida interrompida devido aos poderes. Na época, ela controlava os poderes sem problemas, apesar de só poder usar o podo flamejante por alguns minutos, senão corria o risco de atingir a massa crítica e explodir como uma bomba atômica.

O ponto mais importante de Telma era que ela não havia sido abandonada pelos conhecidos. Na verdade, ela havia entrado na escola por que sua colega de classe, Simone, havia descoberto o lugar. Simone era uma garota viva, curiosa, hiper-ativa e fascinada por super heróis. Ela havia convencido os diretores da escola (proto-verões de Syn e Joe Treno) de que também entrasse, e assim, poderia fazer companhia à sua amiga. Na época eu achei muito legal ter um personagem humano, sem nenhum tipo de poder ou habilidade especial, no meio de um time de super-heróis. Simone lembra muito a Jubileu do Geração-X, e servia como apoio moral para o grupo. Acho que muito da Nêmesis feio dela, apesar de eu ainda querer investir na idéia.

Na segunda versão do fanfic, depois dos jogos, resolvemos remodelar os personagens para que tivessem um tom mais adulto. Então, Marie e Telma se fundiriam quase que por completo. A nova personagem seria chamada apenas H. Anteriormente, havia sido uma riquinha francesa, mas agora era uma tocha atômica ambulante. Seus poderes eram muito fortes, e a quantidade de radiação que ela emanava era suficiente para ferir os outros do grupo. Por esse motivo, ela usava uma roupa justa, que pareciam com tiras de couro amarradas, e redes finas de chumbo, dando a impressão de um traje de mergulho ninja. Ela possuía um quarto próprio na escola (igual Marie, anteriormente), mas este era um cofre de chumbo, o único lugar onde ela podia tirar as pesadas roupas de anti-radiação que usava. Seu poder ainda era o de disparar e controlar radiação.

Mais tarde, no PbEM Gênesis, mestrado pelo Capa, criei um personagem chamado Max Evans, baseado no homônimo da série Roswell. Ele era um adolescente cujo poder era controlar, de forma instintiva, a matéria ao seu redor. Não tinha poderes telecinéticos nem nada do tipo, mas podia alterar a composição química dos materiais, bem como gerar reações químicas do nada. Ele, no entanto, era um jovem perturbado, abusado pelo pai e que trabalhava como faxineiro de uma rodoviária. Ele foi reescrito para uma versão mais séria de Gênesis, se tornando um Zero (uma espécie de Last Stepper). Como havia a intenção de publicar o material, resolvi mudar o nome dele para Michael Paris.

Anos depois, quando estava preparando as primeiras aventuras da campanha, pensei em criar uma cena onde os personagens deveriam decidir se confiavam ou não em um NPC com passado suspeito. Decidi então criar Christine. Ela seria uma mistura de Simone, Telma, Marie e H, mas com os poderes de Michael Paris, que eram mais interessantes. Seria irmã do grande vilão da série, Voltage. Como detalhe, usei uma foto da cantora francesa Alizee (na época, não sabia que ela era francesa), e inventei que Christine usaria sempre chapéus. Na época, ela também não falaria o que eram seus poderes, e sempre que perguntavam, respondia que fazia "Coisas". Eu devo admitir que me diverti muito com os jogadores tendo ataques nervosos com esses detalhes, e foi uma das coisas que mais senti falta quando o personagem cresceu.

Na época, Voltage seria realmente um cara mau. Ele estaria reunindo um grupo chamado "Os 7", que seriam os Supers mais fortes do mundo, para criar um time invencível de vilões. Logo na terceira aventura, ele deveria mandar seus lacaios para tentar capturar Christine, e então seria revelado o segredo.

Obviamente, não deu certo. Primeiro, por que nenhum dos jogadores tinha se afeiçoado pela personagem (apenas Ashley se interessou pelo personagem), e segundo, por que um dos jogadores havia escolhido como fraqueza exatamente o poder de Voltage, o que o tornaria um vilão impraticável, já que era muito poderoso. Christine foi deixada de lado, mas obteve afeição de Alisia durante a primeira aparição de Contágio.

Christine então iria desaparecer. Na verdade, iria se aliar a Voltage, e enfrentar o antigo grupo. Os jogadores então se esforçaram tanto para evitar que ela lutasse contra o grande vilão, que mudei de idéia. Eles descobriram que eles eram irmãos, e que Christine havia descoberto que fora Voltage quem destruira parte de Paris anos antes, matando (teoricamente) seu irmão e seu pai. Ela então passou pela primeira fase atômica. Toda a ideia de Christine ser uma Third Stepper para parar tanto Lann quanto Voltage foi uma idéia que surgiu quase do nada, durante o jogo.

Na verdade, eu achei que seria legal transforma-la na H, mas Nicholas lutou tanto para salva-la, que resolvi retorna-la ao normal, depois de uma série de cenas dramáticas. Quando Lann criou versões de Christine e Voltage, a idéia seria substituí-los por "gemeos malvados", mas como o mundo foi resetado logo depois, abandonei a ideia.

Outro ponto importante são as personalidades. Diferente das suposições, existem apenas duas personalidades de Christine: uma criada por travas, que é uma pessoa amarga, fria, calculista, arrogante e cruel, e outra que foi feita pelo Tchekov (numa tentativa de evitar que a primeira se matasse) é gentil, hiper-ativa, ingênua e amigável. Quando desperta, por ajuda de Lann, a personalidade inicial vê que perdeu sua vida para uma estranha, e quer que ela sofra por isso. Christine de tornou namorada de Nicholas, e os dois estão juntos desde então.

Devido a reestruturação do jogo, Christine perdeu um pouco do brilho. Resolvi fazer uma nova versão dela, voltando à idéia original. Ela se tornaria H novamente. Claro, a idéia parou quando vi a mobilização dos jogadores. Ela está em estado atômico desde então, flutuando entre as personalidades, por causa de um ataque da Third Stepper Singularity.

Entre outros detalhes importantes da personagem estão o sotaque (eu adorava fazer o sotaque francês de Christine) e o apoio familiar no Background (O irmão é Voltage, e a mãe é Simone, que é a espiã francesa Telma com as memórias implantadas).

Nota: Este post será atualizado sempre que a personagem passar por alguma mudança.