Em 2015, um grupo de super-humanos escapa de uma base do governo para salvar o mundo, e acaba descobrindo uma série de segredos sombrios. Essas são suas histórias.

Private Profile.

Nome: Richard Harris Teabing.

Data de Nascimento: 11/06/1993

Signo: Gêmeos

Signo Chinês: Galo

Alcunhas: Crusader, Fixer.

Altura: 1,85

Peso: 80 kg

Cabelos: Loiros

Olhos: Verdes


Formação:

Primaria: · Thornhill Primary School

Secundária: Willows High School

Graduação: Oxford London. - Computação

Pós Graduação: Oxford London - Robótica.


Estado Civil: Solteiro.

Filmes Prediletos: Citizen Kaine, Metropolis.

Livros Prediletos: The Cask of Amontillado, Le Fleur du Mal, O Futuro do Espaço-Tempo, The Green Knight

Livro de cabeceira: Nova Filosofia da Ciência – Van Rayner.

Música Preferida: Goodbye Stranger, The Lady is a Tramp, Sinfonia nº 1 das Sinfonias e Invenções

Comidas Preferidas: Sushi Califórnia, Bacalhau banhado no azeite, iogurte natural com granola e mel.

Bebidas preferidas: Cerveja Stout, Suco de Açaí, Vinhos italianos e chilenos.

Profissão: CEO da WARDEN, Inventor, Político.


Objetivos profissionais:


Como inventor:

Tranformar sua tecnologia de armadura em suporte fixo para paraplégicos à nível mundial, com custo barato e investimento e suporte em propaganda.

Criar uma unidade de super-trajes para a polícia oficial de NY.

Richard está estudando os efeitos e a tecnologia UVB e geneativa.


Como CEO:

Abrir filiais da Warden no Brasil, Uruguai, Suíça, Letônia e Egito.

Atualmente a Warden é maximizada nos EUA, Gales, Cambridge, México e Espanha.


Como Político:

Ganhatr a disputa ao senado americano, instaurar políticas em prol de uma legislação geneativa.


Como Herói:

Solucionar os problemas do mundo, um de cada vez.

Os principais problemas a serem resolvidos para ele são:
Libertar Hisa

Criar uma base satélite para conter geneativos perigosos.

Achar Tchekov.

Ajudar a formação da Equipe de Cricket e Fluxo, assim como contactar outros heróis, expandindo a Extreme.

Trazer Izaad par seu lado.

Eliminar o controle dos First Steppers,

Assumir a ISC

Derrubar os Black Ops.

Momentos históricos: a morte de seu irmão adotivo Merrick em 06/05/2011

A fundação da Warden em Gales no ano de 2013.

Sua mudança para NY no ano de 2015.

A criação da Armadura Crusader 1 em 08/01/2017

A sua entrada na Extreme em 2017.

Sua batalha contra o Voltage e contra Gostrauken em Paris.

Sua batalha contra o Cataclisma junto ao Sentinela.

Relacionamentos:

Tessa – Namorada. / Como ele se sente em relação à ela: Não sabe, é a melhor companhia que ele teve até hoje, mas não se sente pronto para um casamento ou qualquer coisa em definitivo. Ela é um porto seguro, mas ele não quer atracar. Como ela se sente nesse relacionamento instável são outros quinhentos. Talvez quando ele estiver pronto seja tarde demais para os dois.

Hisa – Amante. / Como ele se sente em relação à ela: Responsável. Hisa é uma garota frágil e Richard usou isso para tê-la, tanto por motivos pessoais como profissionais. Ela é uma companheira fiel e uma poderosa aliada. Richard está preocupado em salvá-la do controle da Hark, tanto pela sua própria segurança, quanto por ser culpado dela ter se sujeitado à chinesa. Ele pretende dar mais atenção à isso.

Nicholas – Melhor Amigo. / Como ele se sente em relação à ele: Richard não tem muitos amigos, apesar de ter milhares de conhecidos. Ele já sacaneou todo mundo, inclusive seus amigos, mas faz o possível para protegê-los e ajudá-los. Nicholas é valioso não só pelo seu nível de poder, mas por ser alguém em quem Richard pode confiar quando a coisa aperta. Se tem alguém de quem ele sente falta é Nicholas.

Gunther –Amigo e companheiro de batalha. / Como ele se sente em relação à ele: Richard odeia e ama Gunther. O fanatismo e a hipocrisia do Alemão são insuportáveis para a lógica fria do Galês. Os dois são profundamente diferentes, acreditam em soluções opostas para um mesmo problema e é por isso que Richard considera Gunther essencial para a Extreme e como aliado. Gunther é o coração da Extreme para Richard, se ele sair do caminho, sabe que o Alemão tentará pará-lo.

Claude – Amigo e Rival/ Como ele se sente em relação à ele: Richard gosta bastante de Claude. Ele é tão fanfarrão quanto o Richard e é alguém com quem o galês consegue se relacionar, sair, beber, etc. O velocista ainda proporciona desafio comercial e intelectual à Richard na área de segurança eletrônica, o que adiciona mais tempero à amizade dos dois. Como herói, Lightnning possui um senso de justiça e dever que o aproximam de Gunther, mantendo uma balança na equipe. Ele possui um poder valioso para a equipe.

Maddock – Pai adotivo/ como se sente em relação à ele: Richard é grato à educação e carinho que recebeu de seu pai. Ele o ama e tenta fazer o possível para que o velho se orgulhe dele.

Ignus – Melhor Amigo/ como se sente em relação à ele: Responsável. Richard precisa se desculpar e arrumar as cosias com Ignus. Ele é um dos poucos que entende Richard e os dois criaram uma amizade verdadeira. Richard o considera um irmão, assim como Nicholas.

Íons – Amigo/ como se sente em relação à ele: Richard considera Íons um amigo, os dois saem para beber e conversam sobre o trabalho. Mas a atividade que os mantêm unidos é tocar no bar que Richard comprou no Upper East Side em NY. O Castle. Os dois podem ser vistos nas quartas feiras noturnas tocando blues.

Roberta – secretária, amiga, ex-amante / Richard gosta de Roberta, os dois já tiveram um affair quando o casamento da moça andava mal. Mas eles tornaram-se amigos e ele a respeita. Ela assume o comando da Warden quando ele desaparece em suas missões. Ela sabe a identidade secreta dele.

Gostrauken, vulgo Knightmare - Arqui-vilão/ como se sente em relação à ele: Richard quer ver Gostrauken no chão. Ele já abdicou de tentar redimir o vilão. “Cai dentro vadia!”

Knight – vilão / como se sente em relação à ele: Richard o quer eliminado. Isso é tarefa para o Fixer.

Van Rayner – Vilão e Mentor/ como se sente em relação à ele: Richard quer ser melhor que Van Rayner, o cientista é a montanha que o Gales quer escalar.

Pierce – Aliado e Mentor/ como se sente em relação à ele: Richard não confia plenamente em Pierce, apesar dos seus aliados o verem como uma figura paternal, o que Richard vê é um técnico que está ficando com os melhores atletas e brinquedos no seu lugar.

Larsen – Aliado / como se sente em relação à ele: Se ele não confia no Pierce, imagine no Larsen. A última contenda com o Alemão e o posicionamento de Striker só fortificaram as idéias do cientista de que Larsen é um aliado a ser vigiado.

Mushin – Aliado e empregado / como se sente em relação à ele:Mushin é um samurai, ou acha que é. Richard está feliz em tê-lo como vassalo. O que ele pagou aos russos para esquecerem do assassino foi uma pechincha se comparado ao serviço do mesmo com a Geneforce.

Cobb – Amigo e Aliado / como se sente em relação à ele: Richard gosta e admira Cobb, mas os dois não se vêem tanto pois o cientista está proibido de pisar em Vegas e o amigo não deixa a cidade.

Faraó – Rival / como se sente em relação à ele: O Faraó é um oponente num jogo muito perigoso. Richard nãos e decidiu sobre ele ainda, mas o observa atentamente.

Irmãs Russas – Aliadas perigosas / como se sente em relação à elas: Richard as acha deliciosamente insanas. Ele está fazendo todo o possível para que o ódio das mesmas seja bem aproveitado, evitando mortes de inocentes e punindo os culpados.

Striker – Aliado / como se sente em relação à ele: Richard não gosta de Striker. Ele compreende a utilidade do velho soldado e o trata como membro da equipe, mas não confia sua vida à ele.

Bullrush: Aliado / como se sente em relação à ele: Idiota.

Alísia: ?????? / como se sente em relação à ela: Richard acha que Alísia é parecida demais com ele para o próprio bem dela. Ele quer contactar a moça, mas ainda não decidiu o que fará.

Vírus – Indeterminado / como se sente em relação à ele: Não confiável, Richard evitará contato com ele.

Cibelle – Rival e aliada/ como se sente em relação à ela: Biscate. Richard a acha irritante, mas não descarta a possibilidade de conhecê-la mais profundamente.

Yuko: Aliada / como se sente em relação à ela: Richard pretende ajudá-la, mas ainda não decidiu como.

Bushi e Akemi: Aliados/ como se sente em relação à eles: São parte da família e da equipe. Richard os ajudará sempre que possível.

Os dias secretos dos Nistelroy

Inverno, um bordel sujo, escuro e malcheiroso em um bairro precário e abarrotado de uma cidade pequena e pouco observada da Costa do Marfim. Em uma mesa, dois homens faziam negócio, enquanto duas prostitutas de aparência lamentável agradavam-lhes as partes íntimas. A doze metros, em outra mesa, mais próxima da janela, Claude Nistelroy e Grenko Mardov bebiam um destilado de sabor característico e procedência envolta em mistério, e fumavam charutos afegãos. Sem qualquer cerimônia, o eslavo baforejou:

“Sabe, senhor N, de todos os muitos clientes improváveis que recebo, e veja bem, em um mundo nada razoável como este em que vivemos, há muitas coisas improváveis mas quase nenhuma impossível... mas bem, como eu dizia, de todos os malucos estranhos e pouco prováveis que fizeram negócio comigo, você com toda a porra duma certeza é o mais engraçado!” e virando mais um copo do misterioso destilado, puxou uma maleta de baixo da cadeira “Trouxe sua parte?”

O inglês baforejou o charuto, pensou no bordel sujo e miserável em que se encontrava, e desejou poder marcar essas reuniões em lugares mais distintos, com mulheres mais bonitas e máquinas de Milk-shake. Puxou um estojo grande de baixo de sua própria cadeira, e colocou sobre a mesa. Era cúbico, com não mais do que 12 centímetros de lado.

“Saca só, Mardov, tu pediu essa parada e eu peguei, e nós dois concordamos que isso nem direta e nem indiretamente vai ser usado ou vendido para quem pretenda usar para ferir ou ameaçar pessoas, isso está correto e bem entendido?”

Uma confirmação, na forma de um arroto etílico e fumacento. O mercenário empurrou a valise na direção de Claude, sorrindo.

“Saca só você, senhor N, o que ta combinado ta combinado, e palavra de ladrão é uma só” uma rápida olhada no estojo “fala pra mim, senhor N, como foi que você conseguiu passar pela segurança de uma porra dum laboratório da Max...” um chute, impressionante, inacreditavelmente rápido, cruzou por sob a mesa a distância entre Claude e a canela de Mardov, que tossiu mais fumaça, deu um soco na mesa, sacou um revólver e apontou para o inglês, que fingiu, sem grande sucesso, sentir-se ameaçado.

“Guarda essa porra e não fala alto o nome de quem não conhece, moleque. Tem certeza que são os documentos certos?”

“Claro que são. Eu não sou o maior negociador da Ásia Menor à toa, ta sabendo? Agora, senhor N, eu vou sair por aquela porta e nós dois vamos esquecer que nos conhecemos, está certo?”

*****

RELATÓRIO DE ANÁLISE DE MÚLTIPLOS ASPECTOS DE GENEATIVO

Exemplar: 08/0001 – Klaus Kohler van der Nistelroy.

(...)

ASPECTOS SUPER-HUMANOS: Ainda que o exemplar, atualmente um bebê com 7
anos de idade, não apresente qualquer manifestação notável de habilidades super-humanas, observações das estruturas genéticas comparadas a amostras de DNA obtidas de ambos os pais (conforme Tópico 3.2.4 deste relatório) sugerem a manifestação de habilidades ligadas a matéria e energia negra (conforme detalhado no Apêndice 2) quando das alterações hormonais referentes à puberdade masculina. Extrapolações de modelos observados em filhos de Second Steppers sugerem que, de certa forma, as habilidades do exemplar possam estar ligadas a aspectos do tempo.

(...)

*****

Uma pequena ilha tropical, com não mais que dois quilômetros de diâmetro, a 300 milhas marítimas de Madagascar, na costa Leste da África. Em seu centro, o único refúgio visível de civilização cercado por uma pequena floresta e uma grande e bela praia de areias brancas e macias. Um complexo de aparência industrial e pouco sofisticada, ocupando um grande quadrado com cerca de 700 metros de lado, cercado por grades e arames eletrificados, pavimentado e asfaltado em uma disposição organizada de quatro enormes galpões. Uma estrada recém-concluída dava acesso do complexo a um porto na costa Sul, onde um barco cargueiro de proporções medianas repousava flutuante.

E abaixo desse complexo, mais exatamente 500 metros abaixo, em um complexo incomparavelmente maior e mais sofisticado, Claude Nistelroy encontrava seu filho, Klaus, na sala dos computadores. O garoto vestia jeans, tênis e uma camiseta branca com a estampa de alguma banda de rock (ou daquilo que os garotos de 2018 chamam de rock), e parecia entediado. Claude entrou na sala segurando uma prancheta.

Era um menino de 11 anos recém-concluídos. Uma criança. Era nisso que Claude gostava de acreditar, mas a cada dia se tornava mais difícil. Começou quando notara que as roupas de Klaus duravam não meses como se esperaria de uma criança em crescimento, mas semanas. As notas altas na escola a despeito da total falta de interesse eram a princípio, entendidas apenas como os sintomas de um prodígio. Mas após 20 dias, era absolutamente visível a qualquer um, Klaus estava amadurecendo, física e intelectualmente, a uma taxa 8000% superior à humana. Foi quando o inglês repentinamente entregou todas as atribuições administrativas da Nistelroy Security Solutions a Rose, comprou uma pequena ilha a Leste da África e guardou, sem olhar para trás, o uniforme que tornava o pai Claude Nistelroy no herói Lightning.

A taxa de amadurecimento decaiu, com o passar dos dias, e de acordo com os resultados de exames que Claude tinha em mãos, estavam atualmente em 300% da média humana. Dentro de si abaixo da máscara pouco eficaz de segurança que tentava manter, o herói se sentia aterrorizado com o leque de possibilidades sombrias que se desdobrava diante do primeiro Gen2.

“Está pronto para começar os últimos testes de lógica e resolução de impasses?”

“Eu já terminei. Para o homem mais rápido do mundo, você se atrasa demais...” as palavras do garoto, em um timbre de voz que denunciava uma adolescência, eram carregadas de aborrecimento. Diante dos dois, Claude viu um dos monitores exibindo os resultados do teste, e o score de 100%.

“Impressionante...” o olhar de Claude voltou-se para o filho. Tinha a aparência de um rapaz, poderia comprar álcool em qualquer país sem que ninguém pedisse seus documentos. Tinha apenas 11 anos, mas desdenhava e desafiava o pai como um jovem rapaz.

“Bom, então talvez eu possa sugerir uma nova leitura dos seus índices de ...” as palavras do homem de quase 30 anos que se sentia um velho foram insolentemente interrompidas pelo cinismo amadoresco do garoto.

“Talvez eu pudesse te sugerir uma coisa, que tal isso?” e suas palavras foram guiadas por um olhar desafiador de alguém que não tinha razão alguma para temer seu adversário. Claude respirou fundo.

“É claro.”

“Acho que devia voltar pro trabalho.” Os olhos do adolescente desviaram do rosto do pai, contemplando aleatoriamente as dúzias de monitores da enorme sala.

“Rose pode cuidar perfeitamente da empresa enquanto eu ...” nova interrupção, dessa vez com um tom de impaciência.

“Não estou falando da empresa, olha pai, eu não quero me repetir, mas para o homem mais rápido do mundo você é lerdo demais pra sacar as coisas” as mãos do garoto alcançaram os teclados à sua frente, e com poucos comandos acessaram uma pasta pessoal e uma foto.

No instante em que os dedos de Klaus apertaram ENTER, o monitor central, o maior deles, exibiu a imagem escolhida. Em uma foto de primeira página do The Sun, o Lightning nocauteava o último de 50 piratas em uma embarcação na costa da Somália.

“É disso que tou falando, senhor treinador. Desse trabalho. Ou vai dizer que a Rose arrumou um colante vermelho e tem cuidado dos seus super-inimigos depois do expediente?”

“Não seja tolo, não existem heróis gordos como a Rose. E você e eu ainda temos uma porção de testes para realiz...” parecia, afinal, um grande prazer ou compulsão do garoto cortar as frases do pai.

“Isso era outra coisa que eu tinha pra dizer. Eu to fora, pode terminar seus testes sozinho, eu cansei.”

A expressão de Claude mudou, diametralmente.

“Como assim, cansou? Ta fora de onde? Você ta maluco, garoto?”

“Não, pai!” retrucou em voz alta e levantando-se da cadeira “Você é quem ta maluco! Você decidiu que tínhamos que vir pra cá, você me tirou de Londres, me arrastou pra esse buraco dos infernos e me fez pular, bater, correr, erguer peso, resolver questões de tudo que é merda de matéria e como se não fosse suficiente eu tou em uma merda de uma puberdade hiperacelerada do caralho por culpa dos SEUS GENES e não tem NENHUMA GAROTA NUM RAIO DE QUINHENTAS MILHAS DAQUI!!!”

As palavras do jovem calaram fundo, e Claude esperou até que o silêncio se formasse novamente para falar.

“Ta certo, tudo bem. Eu posso ter exagerado, reconheço que saber que você tinha habilidades me deixou fora da normalidade, mas peraí, como assim, você ta fora? O que pretende fazer, supondo que saia daqui, meu jovem?”

“O que eu vou fazer?” e aqui o semblante do rapaz adquiriu um tom divertido, como de alguém que imaginava um futuro enquanto o narrava. Olhou para Claude com um sorriso malicioso, e respondeu descontraído, mas resoluto.

“Eu vou fazer o que qualquer garoto de 11 anos com corpo e inteligência de 18 com um pai multimilionário faria. Vou pegar alguns dos seus cartões de crédito corporativos da Nistelroy, que afinal de contas é nossa empresa, vou falsificar documentos de 21 anos e vou torrar os Euros do meu pai com o que achar legal.”

Claude sorriu. Não conseguia esconder uma ponta profunda e muito bem escondida de orgulho ao reconhecer a si mesmo quando tinha aquela idade. Ou melhor, a idade que aquele jovem aparentava ter.

“E por que acha que seu estimado pai ficaria numa boa com isso?”

“Porque ele tem coisas mais importantes para fazer do que cuidar de um homem que envelhece mais rápido do que seu pai corre. Já olhou os noticiários dos crimes na Europa nesses quatro meses? O mundo inteiro quase foi pro saco no mês retrasado, e tu num tava lá, pai! Porra, que que adianta tu ser o cara mais rápido do mundo se fica parado dentro dessa ilha dentro desse buraco olhando pra mim com cara de medo?”

Dessa vez, Claude não sorriu, nem conseguiu encarar seu interlocutor de 11 anos com cara e argumentos de 18. Respirou profundamente mais uma vez, e quando ergueu a cabeça, tinha certeza de que Klaus estava certo.

“Eu não posso deixar um garoto de 11 anos andando pela Europa com meus cartões de crédito, você não terminou seus estudos, não sabemos quem pode ir atrás de você e faz mais de um mês que não acontece nenhum grande atentado na Europa, senhor Klaus Nistelroy.”

“Bom, eu já te dei suficientes provas de que sou esperto o bastante pra me cuidar. Além disso, seus cartões, que sei que não vão te fazer falta, podem me manter seguro e ninguém sabe como me pareço hoje, então acho que nada me impede, de qualquer forma” nesse ponto, o garoto voltou os olhos atentos, a bem da verdade muito mais atentos que os do pai, para um monitor distante, e apontando com o dedo concluiu “... e sobre atentados na Europa, pai, é melhor olhar de novo, viu?”

A 5 metros, um dos vários monitores de notícias globais exibia imagens ao vivo de uma enorme explosão mandando pelos ares o topo do Big Ben, em Londres. Antes de serem devastadas por uma segunda explosão, as câmeras ainda exibiram um indivíduo, claramente Geneativo, surgindo em meio às chamas. Levantando-se e indo em direção a seu quarto para arrumar as malas, Klaus deu um tapa nas costas de Claude.

“Me parece sua deixa, herói. Vou pegar o barco às 6, então se quiser falar comigo é só rastrear o cartão. Tchau, pai.”

Irmãos de Armas - Parte 2

Fronteira da União Soviética/Afeganistão
Dezembro de 1982 - 2100 horas

Eram 4 soldados se preparando para descer, o primeiro já descia a medida que o capitão Nathan Flynn ordenava "Ghost, Blink, vão vão vão", já se inclinava para descer do pássaro quando da um tapa no ombro do piloto "Estamos ok, boa sorte Delta 4, indo" dizia o piloto a medida que o último saltava para o solo árido quase sem
fazer barulho, podia ouvir no rádio um chamado da central "Delta 4, aqui é Ninho da Cobra, cambio, vocês nos escutam?".

Nathan girava a mão no ar pedindo pro grupo reagrupar e testarem seus equipamentos, aparentemente tudo corria de acordo "Ninho da Cobra, aqui é Delta 4, checado, Prowler desligando". Olhava para seus subordinados, Grease, Ghost, Blink, haviam todos sidos escolhidos a dedo por ele mesmo. Grease era ex-fuzileiro naval, entre eles talvez o mais experiente, tinha participado em diversas missoes de infiltração e trabalha com materiais eletrônicos e tinha se formado em física no Colorado. Ghost era um soldado perdido que Nathan encontrou no Vietnã, fazia parte de um dos vários grupos mercenários da SAD, era muito hábil com armas de fogo e facas, tinha uma frieza fora de série. Por último, Blink, a única membro feminina do esquadrão Rogue, o soldado com certeza mais ponderado em matéria de habilidades e principalmente decisões, se trata de uma daquelas raridades que se acha perdido em meio ao inferno da guerra, considerada um gênio pelos superiores, ela apresentou em todos testes as mais altas notas em matéria de estratégias, táticas e deciões em campo, além de ter experiência razoável em campo, era tida como aprendiz pessoal de Nathan para liderar futuramente outros esquadrões, fora apresentada a ele pelo
Major Peterson, velho amigo de guerra, que liderava uma das 3 equipes com as quais agiria em conjunto nessa missão.

Tenente Kyle Ivanovich Peterson, havia servido com Nathan durante suas missões encomendadas pela CIA no Vietnã, era seu amigo de mais longa data, contou com sua ajuda no recrutamento e formação da força Delta há alguns anos.

O Lider da outra equipe seria o Capitão Samuel T. Gault, grande amigo, com qual serviu anos na guerra, e também ajudou na criação da força, são irmãos de armas, participaram juntos de várias missões encomendadas pela CIA.

Os 3 eram tidos como soldados lendários de guerra anteriores.

"Vamos encontrar com as outras 2 equipes no ponto combinado, vamos" enquanto caminhavam além das linhas inimigas, ao norte do Afeganistão, em meio a território ocupado pelos soviéticos, os quais combatia junto as resistências locais. Haviam combinado de encontrar com parte da resistência afegã dentro de um prédio civil, para então receberem parte da inteligência da missão que era invadir uma base soviética além da fronteira, em território soviético, e lá capturar um importante líder da inteligência russa, que era o responsável por organizar o envio de tropas naquela região. Tinham permissão também de eliminar toda e qualquer resitência que houvesse por parte inimiga, inclusive baixas civis.

No local combinado se encontravam algum tempo depois com as outras equipes, que já aguardavam, a operação Cold Storm estava pronta para ser iniciada, consistiria na entrada da equipe 1, liderada pelo Major Peterson, na base utilizando de um caminhão roubado, as outras 2 equipes desempenhariam seus objetivos em pontos distintos, a equipe 2(a de Nathan) entraria por um antigo túnel cavado pelos locais que dava nas proximidades de um armazem de armas não muito distante dos muros de uma parte menos guarnecida da base, equipe 3, liderada pelo Tenente Jackson, faria a cobertura pelos prédios vizinhos da base, de prontidão com os veículos de extração e equipamento de comunicação para avisar o comando do status da missão e providenciar baldeamento para fugirem pelas montanhas através de helicopteros.

"Equipe Alpha, entrando..." comunicava a equipe 1 a medida que passavam pela checagem da base "Estamos dentro do armazem de veículos, equipe Sierra, prosseguir", dado o sinal Nathan e sua equipe ultrapassavam o primeiro muro da instalação "3 Tangos a vista" avisava Ghost, "Grease, Ghost, comigo" aproximavam de uma pequena patrulha que conversava perto de umas árvores, no jardim que dava para parte dos prédios do complexo. Sinalizava com as mãos e logo desferia o primeiro disparo contra um dos alvos, os outros 2 alvos surpreendidos já começam a pegar em armas quando Grease desfere o segundo dispardo de outro ponto, confundindo ainda mais o soldado remanescente que n tem tempo de gritar, pois Ghost cortava seu pescoço com uma faca "Sierra falando, Tangos neutralizados a Noroeste da sua posição Alpha, cambio", Blink se aproximava dos outros integrantes, e logo avançavam para dentro de um dos prédios do complexo.

"Lima na escuta, Sierra e ALpha temos tangos se movimentando na direção Nordeste da base, aparentemente com escolta blindada, pode ser o nosso pacote, cambio", avisava a equipe 3 "Sierra copia, estamos dentro do bloco 5 do complexo A, não temos visão clara, mas conseguimos ver pelas janelas alguma movimentação, cambio" dizia Blink a medida que fazia o reconhecimentos das salas enquanto a equipe a seguia, "Capitão, temos 2 tangos no corredor, possivelmente outros nas redondezas, sugiro aguardamos melhor posição, eliminá-los e prosseguir". Nathan sinalizava aos outros 2 para segurarem suas posições enquanto sinalizava para Blink que iriam fazer como ela sugerira, não demorara muito tempo até que Blink sinalizava para Nathan e este ordenava para prosseguirem, eliminando mais dois sentinelas, Blink quebra o pescoço de um com um giro de perna e Nathan estocando vários pontos vitais com uma faca enquanto segurava sua boca, dando nenhum tempo de reação para ambos.

Logo avançavam para perto do bloco do complexo aonde tinham informação que seria o centro de comando da base "Aqui é Sierra, estamos na proximidade do centro de planejamento aonde supostamente estará o pacote, Alpha, qual sua posição? Já tem contato com o...?" antes que Nathan possa terminar sua frase ele escuta o barulho de
disparos vindos das proximidades, de imediato ele e a equipe se prontificam e procuram cobertura, esperam alguns segundos e no rádio Nathan diz "Sierra na escuta, Alpha, na escuta?", sem resposta ele repete "Alpha, na escuta?... Lima, você nos escuta?" já tentando estabelecer contato com a outra equipe "Lima na escuta, Sierra, não temos visual do Alpha", com um soco na parede Nathan olha para o ar e blasfema "Maldição, aonde vocês estão diabos?", olha para sua equipe pensando no que dizer quando Grease diz "Capitão, talvez fosse melhor prosseguirmos para a sala de controle de segurança e neutralizar todos possiveis alarmes, duvido que ninguém tenha ouvido esses disparos, por mais que faça barulho lá fora, alguém aqui de dentro deve ter escutado", "Afirmativo senhor, as nossas melhores chances são de nos dividirmos, em 2 grupos, 1 ir de encontro do som dos disparos e averiguar se Alpha está ok, e o outro seguir com o plano de Grease, eu vou com ele e o senhor vai com Ghost" dizia Blink para Nathan que arrastava os dentes, "Negativo, Grease, você irá sozinho para o centro de segurança, você sabe aonde está localizado não é?", "Sim Senhor, estudei as plantas do prédio senhor, não devo demorar a encontrar", "Você
consegue se virar sozinho lá?" perguntava relutante Nathan, "Sim Capitão, não se preocupem comigo" bravamente respondia Grease, que também era conhecido pela sua coragem, sabia que não se deixaria ser pego tão facilmente.

"Ok então, Ghost, Blink, comigo" e seguia adiante com armas preparadas, por um, dois corredores, escutava novamente disparos, dessa vezes parecia que eram rajadas, tinha que agir rápido, a essa hora alarmes começariam a soar e FUBAR. "Rápido Blink, Ghost" a medida que virava um corredor e já avistava alguns alvos e disparava contra eles, o tiroteio começara, "Lima, aqui é Sierra, estamos engajados em combate, como está a situação ae?", e meio a barulhos de disparos e gritos, "Sierra, aqui é Lima, sem sinal do Alpha, estamos escutando tiros, está tudo bem ae?", "Rá, nada podia estar melhor" virava da cobertura e acertava mais 2 soldados a medida que Blink gritava para Nathan buscar cobertura, ela as vezes não suportava o descuido de seu Capitão, já Ghost parecia estar totalmente avontade, o sorriso em seu rosto contrasta com suas palavras "Senhor, nada como um pouco de aquecimento antes da partida não?", Blink xingava os dois cowboys a medida que retornava fogo "Homens, malditos idiotas... Pára de atirar em mim maldição!!" desferindo um disparo certeiro contra um dos soldados que suprimia fogo contra sua posição, "Olha as maneiras gúria, não te criei pra ser assim bwahahaha" ria Nathan a medida que se deitava de costar contra a cobertura, e recarregava "Pro inferno seu velho tarado!" atirava mais uma rajada, "Capitão, me diga, como é? é rosa?" se divertia mais que nunca Ghost, "Denovo isso, vai te ferrar Ghost, se liga que estão flanqueando a sua posição" gritava Blink enfurecida, "Ghost, a 2 horas, me cobre que eu vou avançar" gritava Nathan, "Aye!" enquanto Ghost suprimia fogo e Blink atirava em sua direção quase o atingindo "Tu tá maluc..." para em seguida ouvir disparos no seu flanco esquerdo "Maldito seja Ghost, se cobre, Tangos a 9 horas" a medida que suprimia fogo e mudava sua posição e mais tiros vinham em sua direção "Valeu Docinho, cobre o capit..." dizia Ghost enquanto olhava e via que Blink estava ferida na região do abdomen "Blink!! Você tá ok?", "Já tive dias piores, pega aqueles desgraçados atrás do corredor e me livra a posição duma vez, vou avançar e auxiliar o capitão", "Roger" se levantava Ghost atirando certeiramente contra um dos inimigos e já fazia outros 3 recuar um pouco.

Nathan Estava a alguns metros adiante, já tinha virado contra uma escada, ouvia passados descendo e puxava sua pistola e disparava na esquina, atingindo alguns nas pernas e outros no peito a medida que os soldados vinham descendo, avançava agora para dentro de uma sala após atravessar correndo a afrente da escada e suprimindo fogo contra os alvos a sua frente no corredor, "Lima, aqui tá meio congestionado, tem como você me criar uma distração?", "Sem problemas Prowler" retornava Lima a medida que escutava mais disparos e explosões do lado de fora, "Grease, cume que tá as coisas ae? Algum sinal daqueles escrotos do Alpha?" Nathan falava no rádio em meio ao fogo cruzado, "Senhor, estou desabilitando os alarmes, me dá alguns segundos" respondia Grease aparentemente com pressa, 'Ótimo, aquilo que era pra ser um passeio no parque agora me vira um pesadelo na montanha russa', pára
um pouco olhando para o ar Nathan que aparentemente tentava se lembrar de algo 'Era rosa ou era a enfermeira?'.

"Desculpa a espera senhor, consegui desabilitar o sistema de segurança da base, estou me dirigindo para junto de vocês, Grease desligo!", "Bom trabalho Grease, tente contornar o setor por onde viemos, estou do outro

lado do andar daonde entramos, muitos tangos, vou tentar descer para o andar inferior, tente me encontrar lá, Prowler desligo", Nathan olha pelo corredor pensando aonde estariam Blink e Ghost, conseguia ver o tiroteio na ala lá trás, mas não os via, deviam ter mudado suas posições, precisavam se juntar a ele, estavam muito dispersos, "Blink, Ghost, aonde diabos vocês estão? Estou aguardando vocês avançarem até aqui para perto das escadas, precisamos seguir para o nivel inferior" gritava Nathan no rádio enquanto limpava o caminho sem descuidar da retaguarda, estava com posiçao vantajosa para seguirem adiante, suprimia fogo e elimava alguns inimigos a medida do possível, "Senhor, estamos com dificuldades aqui desse lado, vamos tentar avançar, mas estamos sendo pegos pelos flancos, se o senhor puder nos cobrir de alguma form..." nesse instante Nathan ouve estática no rádio, gritos, barulhos de tiros, fumaça daonde estariam Ghost e Blink "Hey, Ghost, BLink, respondam!" NAthan desesperado tentando obter resposta e já se preparando para ir ao encontro deles "Capitão, a Blink foi gravemente ferida, elá está no corredor oposto ao meu, muita fumaça, não consigo ver direito, vou tentar ir até lá", "Ok, estou indo também" enquanto corria na direçao da posição de Ghost e Blink, quando se esgueirava pela cobertura podia escutar tiros e mais tiro, gritos de Ghost, já o via correndo, quando suas costas recebem um grande impacto de uma bala, ele desequilibrado mas sem soltar a arma cai ao chão, o rastro de sangue é visível, Nathan na mesma hora já chega virando na direção daonde viriam seus agressores e abate mais um inimigo, ainda que consiga ver que eles estão se agrupando e se organizando.

"Ghost, aonde está a Blink?" perguntava Nathan a Ghost, "Elá estava cobrindo o lado oeste senhor, que dá para o Hall, a ultima vez que a vi ela estava suprimindo a vinda deles para essa posição, mas o fogo forte a obrigou a se distanciar da minha visão, quando ouvi uma explosão e fumaça para todo lado", "Ok, consegue se apoiar
em mim? vamos de encontro a ela", "Negativo senhor, o senhor vai, eu consigo segurálos aqui, não se preocupe com esse ferimento, eu sobrevivo", Nathan concorda com a cabeça e se afasta, enquanto ainda consegue ver Ghost se recobrando e cobrindo-o a medida que avança para aonde Blink havia tomado posição, "Blink, Blink, aonde está você" gritava Nathan em meio a fumaça e tiros que vinham dos niveis superiores e inferiores, assim como também dos corredores laterais ao hall, era uma posição que requeria deveras sagacidade para cobrir, aparentemente Blink estava fazendo bem seu trabalho, pois ainda não haviam avançado "... Prowler, senhor, aqui!" gritava em meio a tossidos, quase que imperceptíveis, havia uma pequena mesa de metal, rodeada de vasos quebrados, fragmentos de concreto, aonde Blink estava entricheirada, podia se ver também uma grande poça de sangue, Blink parecia severamente ferida, com uma mão ela segurava a arma, a outra pressionava o ferimento como que tentasse estanca-lo com um pedaço de tecido, "Blink, vou cobri-la, venha até mim", "Senhor, eu não ...", "Pros infernos gúria, não me venha com essa merda, é uma ordem, venha pra cá agora!" esbravejava Nathan enquanto abria fogo. Blink ainda
segurando a dor não responde e num momento de adrenalina supera a dor e vem correndo em direção a Nathan, e logo recua a medida que ela segue corredor adentro, indo na direção aonde Ghost estaria, Nathan joga uma granada de fumaça e a acompanha, "Vamos vamos vamos, Ghost, hora de seguir!" gritava frenéticamente Nathan enquanto corria
acompanhado de Blink a qual dava suporte para andar, "Ok!... agora um presentinho pra vocês babacas" replicava Ghost enquanto puxava o pino da granada e arremessava na direção dos inimigos que suprima fogo.

Os três membros correm para aonde Nathan anteriormente estava, descem para o nivel inferior, ainda ouvindo tiros e explosoes, agora também sentiam o local inteiro estremecer, corriam quase que sem pensar, atiravam em quem surgia a frente, até que em meio ao caos conseguem ver Grease, que logo os avista e os chama "Aqui, vamos vamos!!!" gritava Grease, novamente equipe Sierra estava reunida, "Bom trabalho com a segurança, tivemos alguns contratempos como você pode ver Grease" zombava Nathan, todos pareciam ter sua moral renovada, Blink agora tinha tempo de tentar enrolar o ferimento, Ghost parecia possesso, mesmo com um ferimento bem grande em suas costas ele não parecia se abalar, tanto que ria. "Bem senhor, acho que iremos mais precisar dos alarmes de segurança, esse lugar inteiro está tremendo e envolto de explosões, está um pandemonio lá fora do lado Sul do complexo, deus sabe
-se lá o que estará acontecendo lá" dia Grease enquanto ajudava Blink, "Deve ser o Sam, ele é bom em criar encrenca, temos que achar Pete e seus homens, fazer o que tinhamos que fazer e dar o fora daqui" dizia freneticamente Nathan, "Cê tá de sacanagi Capitão, não acha que o infeliz já ouviu todo esse estardalhaço e já deu
com o rabo entre as pernas?" retrucava Ghost, "Soldado, se não conseguirmos levá-lo daqui prefiro que os homens dele o levem o que sobrar dele num saco, ele não pode estar tão longe, lembre-se que eles estão em vantagem numérica e não fugiria dessa forma, russos são arrogantes demais pra isso, e além do mais se o Major já os
encontrou e está com dificuldades pra se comunicar conosco temos que ir ajudá-los! Estão comigo?", em unissom os três respondem "Quem ousa vence!", "Ótimo! Me lembrem de inscrevê-los para o coral no ano que vem" brincava Nathan, contende com o espírito de equipe de seu time, logo partem dali e avançam mais alguns niveis para baixo, estavam adentro demais na base, voltar seria um trabalho bem esgotante, no entanto sabia que teria que contar com todo caos que puder para escapar dali com o menor esforço possível.

Enquanto correm parece que a quantidade de soldados diminue, muitos deles estariam nos niveis superiores, aqui aonde estavam parecia ser algum centro de comando, logo começavam a ver também salas com cheiro hospitalar, ao que parecia agora se tornar um grande laboratório, 'Que porra eles fazem aqui? Isso tá muito estranho' pensava Nathan consigo mesmo. Seus pensamentos subitamente são interrompidos com barulhos ensurdecedores e o local estremecera fortemente, rachaduras no teto podiam ser vistas, os soldados se desequilibravam, conseguiam ouvir algo de grandioso uns 100m a frente, logo começam a correr na direção daquilo, Nathan já havia visto estragos grandiosos como esse anteriormente, em uma missão no Irã, foi quando descobriu que existiam coisas a qual soldados como ele estavam alheios, tinha ordens de que em casos como aquele anterior ele teria que recuar com sua equipe, um frio em sua espinha tomava conta de seus pensamentos assim que avançavam. Apesar de seus superiores nunca darem detalhes sórdidos ele estava ciente de rumores que em agencias do governo e também não governamentais existiam
coisas obscuras, imaginava sempre depois do ocorrido no Irã se projetos de soldados biologicamente alterados fossem realmente uma realidade, após muita reflexão e das atrocidades que já viu em anos dse experiência, ele tinha certeza que o homem seria capaz de qualquer coisa por poder.

"Soldados, deixem que eu vá afrente, muito cuidado agora" advertia sua equipe, que se aproximava agora lentamente a medida que os estragos e corpos de pessoas mortas surgiam, após alguns metros eles viram num corredor e chegam ao que parecia ser uma sala de controle estratégico, vários computadores destruidos, um grande rombo no teto por onde entrava a tempestade do lado de fora, em meio a água, ciscos elétricos de cabos cortados, escombros podia ver corpos de soldados russos fortemente armados, aparentemente aqueles eram mais do que soldados, "Céus, que diabos aconteceu aqui?" indagava-se Blink, "Veja senhor, membros da GRU!!" Ghost apontava para o chão, corpos e mais corpos, no momento que ele dizia aquilo sabia que algo muito ruim estava acontecendo ali, algum grande sabichão da inteligência ou dos idiotas da resistências novamente tinham ferrado com tudo, toda missão agora
mudara, tinha que tirar seus homens dali, sabia da gravidade da situação, e nem se preocupava em explicar para seus homens "O Seguinte Deltas, muita atençao! Iremos dar o fora daqui, a missão foi seriamente comprometida, explicarei para vocês quando voltarmos, vamos!" dizia Nathan já pronto para irem, atonitos e sob protestos e
principalmente sem compreender os membros de sua equipe o indagavam "Senhor, o que está acontecendo?" dizia Blink, "Já disse! FUBAR, vamos dar o fora... Lima, Aqui é Sierra, algum sinal do Alpha? Estamos extraindo, repito, abortar missão!", Nathan insistentemente repete o comando pelo rádio, sem resposta caminhando impaciente pela
sala, logo Ghost diz em desespero "MERDA!!! que porra é essa?!!!" apontando para direção de alguns escombros, Nathan e sua equipe olham espantados e veêm o que sobrou de parte de 2 membros da equipe Alpha, estavam completamente dilacerados, não demora muito até acharem um terceiro homem, mas sem sinal do Major Peterson, 'Merda, merda!! Mesma coisa que da outra vez, tenho que dar o fora daqui com minha equipe!' pensava rapidamente Nathan, que já gritava e sinalizava para seus homens o seguirem para evacuarem daquele complexo, começava escalar os escombros, era a saída mais rápida que tinham daquele lugar, logo que chegam a superfície vem uma base e até
prédios vizinhos e civis fortemente danificados, logo começam a correr dali. A medida que corriam Nathan gritava no rádio chamando pela equipe Lima, o Capitão Gault não respondia, as vezes também ouvia muita estática e ruído, talvez toda aquela tempestada estava atrapalhando a comunicação.

"Sierra, aqui é Lima, responda!!! Estamos com baixas aqui, precisamos de sua ajuda!!" finalmente respondendo aos apelos de Nathan, "Sierra na escuta, Alpha abatido, precisamos abortar missão, procedendo para missão de evacuação Lima, me escuta?!!", já estavam a essa altura fora da base, correndo em meio a cidade, era
incrível, destruiçao para todo lado, se escutava tiroteios para todos lados, parecia uma guerra civil urbana, "Lima, aqui é Sierra, você me escuta!!!?", após alguns minutos Nathan consegue escutar apenas um veículo batendo em algum lugar não muito próximo dali, ele olha por entre a esquina aonde ele e sua equipe estão e vê o que
aparenta ser o Capitão Gault dentro de um veículo que seria utilizado para extração das equipes, ele consegue ver alguns soldados russos aparentemente da GRU se aproximar de sua posição, "Ghost, Blink, fiquem aqui, eu e Grease vamos verificar aquele veículo, talvez seja o Lima, tentem não darem sua posição, só atirem se eu der sinal, estamos aparentemente cercados por uma unidade inteira de Spetsnaz GRU, e sem discurssões!" Nathan já começa a correr enquanto Grease nem tempo tem de pensar e acompanha, ambos entram em um pelos fundos de um estabeleciomento próximo ao local,do tireteio, e se esgueiram pelos flancos inimigos, conseguem ouvir forte tiroteio, e a medida que se aproximam, uns 2 minutos se passam, agora já conseguem visualizar um grupo em franco tiroteio com 2 membros da equipe Lima, um deles é o Capitão Gault, o veículo em que estavam já se encontra totalmente fora de jogo. Com
um sinal Nathan diz para Grease o cobrir enquanto avança para ir até a posição da equipe Lima, concordando começa o tiroteio e Nathan a correr, tinham pego os soldados inimigos em posição desvantajosa, nisso Nathan consegue avançar até a equipe Lima, logo Nathan está junto deles e diz "Saudades Gault?", "Tu não morre não Nate? estamos faz algum tempo entrar em contato com vocês, mas alguém fez o favor de ferrar com a gente" Gault mostra os comunicadores destruidos, além de seus uniformes avariados e cheio de sangue, "Cadê Soap e Mice?" indaga Nathan sobre o restante da equipe, "Mortos, logo que percebemos essa merda de cidade estava citiada de GRUS" respondia Gault, "Esses ae são GRUs?", a medida que abria fogo, "Alguns sim, talvez uns 3, vimos vários dele desembarcando e se espalhando junto a equipes de soldados liderados por eles... como esses!! Parece que alguém soou o alarme silencioso, parece que toda russia veio nos confrontar aqui!".

Em meio ao fogo Nathan pergunta a Gault "E nosso helicoptero? Vocês conseguiram entrar em contato com o Ninho da Cobra?", "Conseguimos chamá-los no instante que vimos a merda toda acontecendo, que diabos aconteceu com o Alpha afinal?" perguntava Gault, "Mortos, deus sabe-se lá pelo quê, mas deve ser algo semelhante ao que vimos no Irã para fazer tanto estrago", "Não brinca!!" espantava-se Gault, "E tem mais, nenhum sinal do Major Peterson, também não tive tempo de vasculhar todo local, não tenho notícias dele, e você?", "Porra nenhuma, perdemos contato com a equipe Alpha assim como vocês", "Temos que ir andando então, vo sinalizar para Grease vir para cá e vou informar Blink e Ghost de nossa situação", "Ok, faça isso!", Nathan sinaliza para Grease e ao sinal de Nathan Gault e o outro membro de sua equipe, Frostie abrem fogo junto a Nathan, nesse exato momento que Grease começa avança um rastro de fogo corta o quarteirão e uma grande explosão atinge o prédio aonde Grease estava, Nathan e companhia só conseguem ver os escombros vindo abaixo para cima de Grease apesar de um braço seu ser visto voando
em direção a rua. "MERDAAAAAAAAAAAA!!!! Blindado!!!, temos que vazar daqui Gault, vamos vamos!!!", os 3 começam a correr, Nathan começa a gritar no rádio "BLink, Ghost, respondam!!! Aqui é Prowler, respondam!!!", "Blink na escuta senhor!!!", "Blink, Ghost, estamos sob fogo de um blindado, Grease está morto, quero que vocês deem a volta pelo quarteirão e nos encontrem lá, nosso transporte está vindo, desligo!!!", Nathan Gault e Frostie só tem tempo de correr, o quarteirão atrás deles está tomado de soldados e de um blindado que começa atirar, pedaços de Frostie
começam a voar e sangue para todo lado, uma metralhadora de alto calibre, provavelmente a do blindado o atingira, Nathan e Gault correm e cada um se separa para um lado do quarteirão, "Eu dou a volta e vejo vocês lá na frente Nate!!!Vai vai vai!!!" grita Gault, "Ok!!!" a medida que começa correr.

Nunca correra tanto em sua vida (na verdade sim, mas cada vez parece ser a mais desesperadora), quarteirão após quarteirão Nathan custa a achar BLink e Ghost, só consegue ver soldados inimigos 'Diabos, aonde estarão eles?', em meio a tiros vindo em sua direção percorre um pouco mais as ruas e lá avista Blink, e o helicoptero falcão negro, aparentemte Blink está com Ghost em seus ombros, Nathan se aproxima e pergunta "O que aconteceu com Ghost??", "Senhor, estavamos cercados, eram muitos!!!", gritava desesperada Blink com Ghost morto em seus braços, "Ok ok, olhe pra mim gúria, vamos dar o fora daqui, vocês viram o Capitão Gault?", "Não senhor, você o viu?" perguntava Blink, "Sim, ele est..."antes que consiga terminar mais tiros e o blindado se aproximam do quarteirão aonde estavam, de longe consegue ver na lateral de um dos prédios Gault, com o caminho até eles lotado de inimigos, "Piloto, vamos dar a volta, vamos pegar o Capitão Gault dando a volta no quarteirão, vai vai!!!", começam a levantar voô em meio a fogo cruzado, o blindado atirando na direção deles, o helicoptero começa a levantar voo e é parcialmente atingido mas conseguem voar, ainda que com problemas, eles logo dão a volta no quarteirão para pegar Gault, no entanto como que num flash de segundos tem a visão um missel vindo em direção ao helicoptero, o ultimo som que consegue se lembrar é de um estalado pois um ensurdecedor barulho de explosão e o helicoptero girando para todos os lados, não consegue ver mais Blink, mas consegue ver o corpo de Ghost sendo
arremessado para fora, Nathan se segura como pode e mal tem tempo para pensar, quando é arremessado para fora no ar, em seguida um forte estrondo e explosão quase que o ensurdecem.

A última lembrança que tem do momento é de estar estirado no chão totalmente ferido, mal conseguindo se movimentar, os escombros do helicoptero em chamas na rua, o barulho dos soldados e do blinda virando a esquina, e um pouco + longe Gault, olhando de uma viela os soldados russos se aproximando do local da queda, aonde Nathan Flynn, codinome Night Prowler, estava. A única coisa que conseguia pensar naquele instante era 'Vai Gault, vaza... e te cuida'. Em seguida o que ele viu era Gault recuar, no entanto sob forte fogo do blindado e dos soldados. Após algum tempo em meio a explosoes e tiros o blindado e os soldados param de atirar, e avançam sobre a posição aonde Gault estava, para então Nathan perder a consciência.

Nathan havia sido capturado, além das linhas inimigas.



Em algum lugar da União Soviética
Meados de 1983 - xxxx horas


"Senhor, senhor, ele está delirando" falava ao pé do ouvido o soldado para a figura que o interrogava.

"Acordem-no!" gritava o interrogador, os soldados levantavam o rosto de Natham e o estapiavam gritando

para recobrar a consciência, "Senhor Flynn, consegue se recordar de qualquer coisa relacionada ao que lhe perguntei? o senhor tem alguma ligação com a SWORD? O senhor viu alguém que tivesse conhecimento dessas informações que eu estou lhe dizendo? responda!!" esbravejava sem paciência quase que rosto a rosto com Nathan, que podia enxergar um pouco suas feiçoes, mas de nada de recordar de sua identidade, ao que parece nunca o vira na vida.

"Dane-se..." dizia Nathan em deboche enquanto começava a rir da cara do interrogador "Afinal de contas... eu só tenho um olho HAHAHAHAHAHA" gargalhava enquanto os cabelos longos e surrados de seu rosto mal cuidado mostravam as marcas que herdara daquele dia fátidico, quando perdera seu olho esquerdo, além das diversas cicatrizes espalhas pelo corpo.

*Opção de OST para escutar desse ponto em diante: Long as i Can see the light -Creedence

Algumas horas depois Nathan haveria de ser resgatado pelos militares americanos, de acordo com as informações que lhe deram ele havia sido o único sobrevivente daquela operação desastrosa. Ali se encerrava sua carreira militar, já poderia retornar para casa, para junto de sua esposa.

Em sua Memória ficaria apenas a imagem dos bons companheiros de armas que teve...


EUA, Dallas - Texas
Fevereiro de 1984


Quase 1 ano e meio após sua soltura do cativeiro, o reformado e altamente condecorado Major Nathan Flynn recebe uma correspondência cujo rementente tinha os dizeres ISC.

Irmãos de Armas - Parte 1

Em algum lugar da União Soviética
Meados de 1983 - xxxx horas

Era escuro, desconfortável, pouca luz entrava, mal se conseguia enxergar além de onde seu corpo se curvava. Sua visão turva e sobrancelhas inchadas não colaboravam também, conseguia apenas sentir o terrível cheiro de urina e suor, além de um forte cheiro de ferro. Suas mãos estavam atadas, nu amarrado por cordas entre os pulsos, sendo uma de suas pernas com várias fraturas. Era nesse estado que Nathan Flynn se encontrava, encostado contra a parede fria e enrugada de algum lugar frio, além das linhas inimigas.

Pouco se lembrava de quanto tempo haveria passado, o local onde estava era fechado, o vapor de frio que se formava a cada vez que respirava era a única prova que estava em local extremamente hostil e de baixas temperaturas, além do fato de estar em um local provavelmente profundo, pois a sensação térmica não o havia matado ainda, muito menos o deixado delirando. Tinha experiência disso, pois da mesma forma como se comportava um deserto árido um local extremamente frio também retém altas alterações climáticas, geralmente em montanhas ou em locais muito abertos mas de grande profundidade.

A sua esperança de que estava vivo se renovava a cada vez que ouvia o barulho que escutava naquele instante, do metal se retorcendo e trancas se abrindo. Alguém abria a reforçada porta e adentrava em seu cativeiro, outras três pessoas adentravam junto, severamente armadas e outras duas puxando alguns cabos e carregando parecia que apetrechos metálicos, que ressoam barulho de claques a medida que eram trazidos e arrastados pelo chão, por último conseguia apenas um homem falando em russo para que trouxessem as cadeiras, e logo alguns deles se prontificavam na porta, fechando-a.

Uma forte luz agora machucava seus olhos, podia sentir seu corpo sendo levantado por dois soldados, e colocado a sentar na cadeira de metal, sem tem como resistir apenas pende seu corpo para frente pela falta de forças para manter uma postura avantajada. Logo escutava algumas palavras entre os homens, que logo prontificavam suas armas e mantinham-se a postos do seu lado, segurando seus ombros para que pudesse ficar de cara para luz.

"Sei que pode me ouvir Codinome Delta 4C, ou eu deveria de chamá-lo de capitão Nathan Flynn codinome Night Prowler?" falava o homem a sua frente, à medida que sua visão tentava se acostumar com a luminosidade, "Como pode ver descobrimos algumas coisas a respeito de você e seus homens, à medida que a cooperação coletiva entre nós e nossos informantes se concretiza... Veja bem senhor Flynn, o mantemos vivo ainda porque temos razões para crer que o senhor estava até datas anteriores a sua vinda para cá, envolvido com membros da SAD, mais especificamente com um grupo paramilitar ligado a altos escalões do governo Americano, conhecido também como S.W.O.R.D. (Silent Warfare Operations Rogue Division) aonde aparentemente vocês desenvolvem experimentos em campo com soldados especialmente selecionados e treinados, com a óbvia finalidade de nos prejudicar... se é que o senhor entende o teor dessas palavras" dizia o homem.

Sem sombra de dúvidas o homem falava com propriedade, no entanto Nathan apenas escutava rumores de operações envolvendo a CIA e a SAD (que vem a ser a divisão de grupos paramilitares que trabalhavam para a CIA sob contratos, livre de jurisdição), sabia também que a SAD era financiada por grupos totalmente organizados, que iam muito além de simples mercenários recrutando agentes mundo afora para o tio Sam, tanto que seu grupo, o Delta Force que havia sido criado pelo governo americano por meados de 77 e implantado oficialmente em 79, atuava em conjunto com o SAD, em operações de conhecimento de poucas pessoas do governo. O Delta era composto oficialmente por três esquadrões, e um quarto esquadrão (não oficial), o chamado Rogue Squadron, que atuava em campo com o Codinome Delta 4, existia em estrito segredo dentro do alto comando das forças especiais no exército. Sua logística era baseada na não existência, os primeiros rejeitados no treinamento das forças eram na verdade os selecionados para a formação do grupo que atuaria por trás das outras que oficialmente existem, era ela que faria o trabalho sujo e que jamais viria aos ouvidos do presidente, mesmo em caso de falha, era a sombra dos outros 3 esquadrões, e geralmente atuava em conjunto dos grupos ligados a SAD, compartilhando da mesma inteligência, afim de regular o poder da SOCOM (comando de operações especiais do exército americano) e CIA, era o máximo que poderia se ter de controle das forças sobre a atividade dos grupos paramilitares em termos de compartilhamento de informações e ações conjuntas. Em resumo, eram os soldados que seriam enviados sempre a morte ou para cometer sérias atrocidades diplomáticas ao redor do mundo sem ter o peso na consciência dos americanos.

No entanto jamais havia escutado a respeito em específico do codinome SWORD, sabia da existência de experimentos com soldados especiais e treinamentos para missões de alto risco, mas pensava se tratar de unidades semelhantes a sua dentro das outras Forças, ou mesmo da inteligência, era dentro dessa autonomia e obscuridade que pessoas como ele trabalhava e sabia que esses nomes não surgiriam ao acaso, ainda mais se tratando da descoberta do Delta 4 por partes dos homens que o aprisionavam, só tentava imaginar se era algum outro membro de sua equipe sob tortura ou de se tratar de algum espião para verificação de tais informações.

Porém, até onde sabia, todos estavam seus companheiros estavam mortos, não poderia haver sobreviventes...

Águia do Deserto

Nova Iorque - EUA
dias atuais - 2241 horas - Clint's Tequila Bar

Chovia aquela noite, notícias espalhando o medo de atentados terroristas tocavam na televisão quando deslizava pelo balcão mais uma dose de tequila, em meio ao medo as pessoas por todos os lados do estabelecimento criticavam o fato da existência de individuos com super habilidades assolta e sem controle. Aquela era notícia antiga, só os que fechavam os olhos para aquilo não viam que era um problema histórico totalmente nãqo relacionado com ideais, religiões ou richas culturais, era pura e simplesmente o intinsto humano se exteriorizando, e aquelas pessoas não eram diferentes umas das outras, sejam com poderes, deficiencias, pobreza e riqueza ou credo divergentes, todas eram apenas pessoas e estavam sujeitas ao conflito.

"Mais uma dose por favor Charlie" batia o copo vazio na mesa enquanto que este que o atendia secava o balcão do bar e lhe servia novamente uma boa dose de tequila.

Olhava para o copo enquanto via que em meio as discurssoes acaloradas e vozes de descrença haviam aqueles que ainda defendiam o bom senso, e que nada daquilo que se noticiava na televisão viriam a mudar o mundo de forma significativa, afinal de contas, desastres como aqueles se tornavam tao comuns nos dias atuais que tudo aquilo pelo qual vivenciou no passado parecia algo incomum... o que de fato não era.

Riyadh - Arabia Saudita
meados de 1980 - 2150 horas - proximidades da base aérea das forças armadas americanas

Ao termino do ultimo gole de vodka o soldado se levantava e partia em direção a porta, antes pagava a moça seminua que atendia as portas do bar, via-se muitos soldados com prostitutas se divertindo e um cheio forte de tabaco pairava no ar. Entrava dentro de um pequeno jipe e dirigia até a base aérea americana em Riyadh, sabia claramente que a cada esquina que cruzava não era bem visto, ainda assim tentava permanecer incognito.

A cena durante a viagem de carro até a base se tornava um grande flash, e logo em seguida se podia ver um grande avião contendo 4 soldados com pinturas escuras nos rostos, prontos para partir, era denoite, a unica coisa que se podia ver era uma grande quantidade de areia que entrava a medida que a comporta se fechava.

Logo olhava para os outros 4 que o fitavam com responsabilidade, como se esperassem que dissesse algo, podia vê-los concordando e falando mas não conseguia extrair direito os trechos das falas, apenas então uma prancheta podia se enxergar em suas mãos, escrito confidencial, com os dizeres 'Delta' e 'operação Garras da Águia', em seguida entrava outra pessoa, aparentemente se dirigindo a sua pessoa "Senhor, estamos prontos para partir, a primeira equipe já decolou, o Coronel Becket nos deu sinal verde", podia-se ouvir o afirmativo e logo aqueles 4 homens ao seu lado começavam a checar suas armas, vestiam-se com roupas escuras e camufladas, e portavam armas pesadas.

Em seguida pulava-se a cena para o avião em forte turbulência, um grande clarão, todos em polvorosa olhando pela janela e vendo uma bola flamejante a centenas de metros de distância abaixo , e rastro de luz para tudo que é lado, algo estava errado, mesmo sem entender as palavras que eles diziam era claro a preocupação daqueles homens, até que da boca daquele que se recorda se ouvia "Temos que prosseguir com a nossa missão...". Em seguida se viam trechos rápidos dos soldados junto a ele saltanto de uma grande altura pelo compartimento traseiro do avião, todos trajando paraquedas e com forte equipamento, a respiração ao que se parecia com uma mascara de oxigênio enquanto que via pelas lentes era uma queda em grande velocidade.

A próxima cena já era dos soldados entrando surdidamente ao que parecia numa mansão ou prédio com adornos ricos em detalhes e metais, sala após sala os homens os quais o acompanhavam iam sorrateiramente neutralizando um a um as sentinelas que faziam a guarda, até que chegassem num hall gingantesco, e após a contagem regressiva todos invadiam os posentos... a partir daí os flashes ficam mais fortes e velozes, só se podia escutar gritos e o cheiro de ferro muito forte, os olhos deste que recorda estão fitando o teto enquanto que outro soldado grita ferrozmente e o arrasta para fora da sala, barulhos fortes e difusos se escutam em meio a rajadas de armas de fogo e sons estridentes como se algo muito duro ou resistente fosse quebrado ou partido, de derepente em meio toda aquela confusão ouvia a pessoa que o arrastava gritar de dor e ver seu braço e tronco sendo seriamente feridos, de imediato vira para o escuro e este que se recorda simplesmente atirava, como se quase tivesse certeza de estar acertando algo pois todos seus sentidos estavam totalmente aguçados, para logo em seguida conseguir, totalmente tomado pela adrenalina, esquecer da dor e mover-se... o suficiente para puxar o homem ferido do chão e ambos se jogarem por uma janela.


O estrondo do impacto dava lugar a uma voz distante que o chamava "Senhor Nathan...?"

Olhava para cima e via uma figura de pele envelhecida, o fitava com duvida "... irá querer outra dose?"

New York -USA
dias atuais - 2248 horas - Clint's Tequila Bar

"O senhor parece distraído, gostaria de aceitar outra dose ou iremos encerrar por hoje?" indagava o senhor de idade que o atendia "se me permite dizer senhor, creio que já esteja na hora de parar, pelo que vi o senhor parecia estar totalmente desligado da realidade".

Sem poder dizer o contrário e já com uma baita dor de cabeça, Nathan Flynn Webber, Coronel das Forças Especiais, se levantava e sorrindo dizia "Me desculpe Charlie, dias dificeis no trabalho... tome, fique com o troco e mande um abraço para Linda e Arthur" já vestindo seu casaco de couro abria a porta do estabelecimento.

Chovia forte e fazia frio, olhava com desgosto para aquele clima, e ainda debaixo do toldo que lhe dava abrigo ele lentamente puxava um charuto e o acendia, dava uma tragada, e tossia...

"Tsc, essa droga ainda vai me matar...".